Imagem da matéria: Crescimento do Bitcoin está deixando governo da Nigéria em pânico
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“O que vem ocorrendo na Nigéria acerca das criptomoedas pode servir de lição para governos de todo o mundo”, resumiu o The Guardian no sábado (31) sobre o crescimento desenfreado na adoção do bitcoin no país africano — “alimentada pela repressão política, controles de moeda e inflação galopante”, destacou o jornal.

O histórico do bitcoin na Nigéria começou a ganhar destaque em 2017; e mais recentemente, há menos de um ano. Em dezembro do ano passado é que começou a ficar evidente o apreço de seus cidadãos pela criptomoeda. Na ocasião, jornais já destacavam uma grande emersão nigeriana ao setor cripto, rumo à “verdadeira nação do Bitcoin”. Um ano antes, Jack Dorsey, CEO do Twitter e da Square, previu: “África definirá o futuro, especialmente o bitcoin”.

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No entanto, tinha uma pedra no meio do caminho — o Banco Central da Nigéria emitiu uma diretiva às instituições financeiras do país que proibia o processamento de transações de bitcoin e outras criptomoedas. Os nigerianos, então, criaram condições para seguir o caminho da descentralização mesmo com o cerco. Um mês depois, o país ganhou seu primeiro caixa eletrônico de bitcoin. Enquanto isso, o valor da naira, moeda nigeriana, valia menos 30% em relação ao dólar, considerando os últimos cinco anos.

Também no ano passado, em meio a repressão do governo e protestos, manifestantes tiveram contas bancárias bloqueadas e uma das saídas foi o bitcoin, que começou a ser doado a vítimas. Fundos para grupos de protesto contra o governo também começaram a ser financiados por bitcoin e muitas organizações, segundo o jornal, agora mantêm parte de suas finanças em criptomoedas.

Governo da Nigéria em pânico

No mês passado, o banco central nigeriano anunciou seu projeto-piloto para uma nova moeda digital controlada pelo governo, esperançoso em reduzir os incentivos para aqueles que desejam usar criptomoedas. Mas essas medidas fizeram pouco para conter o comércio, com as bolsas relatando um aumento contínuo nas transações neste ano.

A narrativa do governo então foi mudando e em vez de repetir que o bitcoin era um “falso dinheiro”, o governo começou a incentivar o cidadão com bônus por cada dólar americano que fosse recebido pelos canais financeiros tradicionais. E passou a adotar um discurso de regulamentação do setor.

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Volume de bitcoins só cresce

Atualmente, o volume de transações de bitcoin na Nigéria só é menor do que em uma única região, os Estados Unidos, conforme os dados da PaxFull compartilhados pelo The Guardian. De acordo com a plataforma LocalBitcoins, relatou o jornal, os nigerianos negociaram 50% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Para tipificar melhor essa atual experiência dos nigerianos com as criptomoedas, o jornal levou em conta a história de um comerciante de tecidos que comprava produtos diretamente da China. Com a proibição do regulador ao mercado forex, o empresário achou refúgio em transações com bitcoin para continuar recebendo o material; os chineses, aceitaram.

A ideia, porém, veio de uma conversa com o irmão mais jovem, que mantinha bitcoin. Segundo o The Guardian, a Nigéria tem uma das populações mais jovens do mundo e está pronta para o financiamento digital.

As ‘pirâmides nigerianas’

Mas em solo nigeriano também há outro problema que inibe o comércio de bitcoin, as pirâmides financeiras. Mas o país não está sozinho, e este tipo de crime perturba a todos os Estados, principalmente os emergentes no setor de criptomoedas. O Brasil, porém exemplo, entre os anos 2017 e 2020 viu várias ondas delas arrebentarem em quase todas as regiões — Minerworld, Unick Forex, Midas Trend, Airbit Club, entre outras.

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