Imagem da matéria: Corretora dá uma semana para usuários da China negociarem criptomoedas pela última vez
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A exchange de criptomoedas Huobi Global, que desde setembro vem se preparando para encerrar suas operações na China, determinou o dia 14 de dezembro como último prazo para depósitos e negociações de criptomoedas para os usuários chineses. Após o dia 15/12, apenas a função saque ficará disponível, afirmou a empresa no domingo (05) segundo o site China.org.

A expectativa é que a função saúde permaneça disponível por 1 a 2 anos, segundo o site, que ressaltou o mês de dezembro como o marco da saída em peso de empresas do setor, movidas pelas imposições do governo chinês em desfavor tanto a operações quanto à mineração de criptomoedas no país.

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Em setembro, a exchange que tem sua origem no país asiático já havia anunciado que gradualmente iria encerrar as contas já existentes até 31 de dezembro e que deixaria de aceitar novos cadastros. O objetivo era “entrar em conformidade com as leis regulatórias locais”.

Mudanças na Huobi

Desde que se mudou para Singapura depois de o governo chinês ter tomado medidas semelhantes em 2017, a Huobi tentou manter uma parcela de sua base no país devido ao grande número de clientes chineses. No mês passado, contudo, a empresa também incluiu o país asiático em sua lista de jurisdição restrita, onde deve baixar as portas em março de 2022.

Em julho deste ano, a exchange, que possui várias filiais espalhadas pelo mundo, tomou a mesma medida a usuários dos Estados Unidos, Canadá, entre outros países, que também ficaram proibidos de negociar na plataforma. 

Recentemente, também, a Huobi estimou que pode perder 30% de todo seu faturamento só com o encerramento de usuários na China. “Não haverá usuários chineses na plataforma […], então nossas receitas [desses clientes] chegarão a zero”, disse na ocasião o cofundador da Huobi, Du Jun.

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Huobi no Brasil

Em 2018, a Huobi lançou uma filial no Brasil, mas por motivo desconhecido encerrou as operações meses depois. Porém, ao permitir que os clientes da região usem o Real para a compra de criptomoedas, função criada em agosto deste ano, pode ser um sinal de que a exchange ainda tenha em seus planos voltar a operar no mercado brasileiro.

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