Imagem da matéria: Coinbase dá resposta a rumores sobre insolvência e nega ter exposição à empresas que implodiram
(Foto: Shutterstock)

A corretora Coinbase negou ter exposição a empréstimos do Three Arrows Capital, Celsius Network ou Voyager Digital — empresas que entraram em colapso ou realizaram pedidos de recuperação judicial em meio à queda de preço das criptomoedas.

A corretora cripto com sede em São Francisco alegou que muitas empresas estão tendo problemas porque estavam sobrealavancados e fizeram uma má gestão de seus balanços patrimoniais, afirmando que seus problemas eram “específicos de crédito”, e não relacionados a criptomoedas em si, de acordo com uma publicação da empresa desta quarta-feira (20).

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Leia também: Coinbase deixa de ser a corretora com mais bitcoin do mundo em meio a rumores de insolvência, mostra analista

O anúncio da empresa pode ter sido feito como resposta a rumores não confirmados deste início de semana de que a empresa americana poderia estar insolvente. Prova disso foi a repercussão da pausa em seu programa de marketing de afiliados nos EUA — focado principalmente nos influenciadores digitais.

A exchange disse aos influenciadores que planeja relançar o programa em algum momento de 2023, mas não forneceu mais detalhes. “Esta não foi uma decisão fácil, nem foi tomada de ânimo leve, mas, devido às condições do mercado de criptomoedas e às perspectivas para o restante de 2022, a Coinbase não pode continuar apoiando o tráfego incentivado em sua plataforma”, diz o e-mail.

“Febre cripto”

Já nesta quarta-feira, o comunicado da empresa diz que ela acredita que as empresas em colapso “ficaram presos na febre de um mercado cripto de alta e se esqueceram dos [aspectos] básicos da gestão de risco”, explicou a Coinbase.

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“Apostas arriscadas, enormes investimentos no ecossistema Terra e enorme alavancagem fornecidas a e implementadas por [Three Arrows Capital] fizeram com que o risco fosse alto e concentrado demais.”

O artigo surge em um momento em que empresas envolvidas com cripto estão buscando formas de reduzir custos.

Recentemente, a BlockFi, uma adversária da Celsius, que opera um modelo de negócio de empréstimos cripto bem parecido, começou a oferecer aos funcionários aquisições alavancadas (do inglês “buyouts”) após reduzir seu número de funcionários em 20% um mês antes.

O mercado de tokens não fungíveis (ou NFTs) OpenSea também demitiu 20% de seus funcionários na semana passada.

Sem práticas arriscadas

A Coinbase reiterou que não realizou práticas arriscadas de empréstimo e focou em desenvolver seu negócio de uma forma responsável em termos fiscais. A empresa alega que um de seus principais objetivos é ser “a ponte mais segura, fácil e mais confiável” para o investimento em criptomoedas.

Porém, a empresa notou que o programa de capital de risco da Coinbase fez um investimento no Terraform Labs, a empresa que supervisionou o colapso do ecossistema Terra e perdeu bilhões de dólares em fundos de investimento em poucos dias.

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A Coinbase afirma ter uma paridade aos investimentos de clientes e alega que qualquer atividade de empréstimo institucional também é lastreada em garantias. Como consequência, a empresa reitera não ter registrado prejuízos em sua carteira de financiamento nem exposição a insolvências de clientes ou contrapartes.

Para fins de contraste, o negócio de empréstimos cripto da Celsius dependia do uso dos fundos do cliente, sem seu conhecimento, e o staking desses ativos em protocolos que geram rendimentos, como Lido.

“Uma grande ‘prime-broker’, seja em cripto ou em outras classes de ativos, deve entender e gerenciar de forma eficaz o risco de contraparte e liquidez para a segurança de seus clientes, shareholders e do mercado”, explicou a empresa.

Em meio ao frio do inverno cripto, a Coinbase agiu para reduzir seus custos operacionais. Em junho, reduziu 18% de seu quadro de funcionários com o intuito de se preparar para uma prolongada queda no preço dos criptoativos.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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