A aplicação dos NFTs no mundo dos jogos foi o centro do debate na tarde deste domingo (3) no NFT.Rio em painel que reuniu os especialistas Carlos Estigarribia, Ivan Duffles, Heloísa Passos e Danilo Matos. Foto: Saori Honorato
A aplicação dos NFTs foi tema de debate na tarde deste domingo (3) no NFT.Rio em painel que reuniu os especialistas Carlos Estigarribia, Ivan Duffles, Heloísa Passos e Danilo Matos. Foto: Saori Honorato

A aplicação dos NFTs no mundo dos jogos foi tema de debate na tarde deste domingo (3) no NFT.Rio, em painel que reuniu os especialistas Carlos Estigarribia, Ivan Duffles, Heloísa Passos e Danilo Matos.

Passos, que é a criadora da empresa de games Sp4ce e formadora de comunidades de jogos cripto, conta como essa nova forma de se envolver com os jogos ultrapassou o mero entretenimento e se tornou uma alternativa de renda para pessoas em países onde as oportunidades são escassas, como o Brasil.

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“Os jogos blockchain mudaram a vida de muitas pessoas. Se antes tinha uma mulher que não podia sair de casa para cuidar dos filhos, agora ela tem uma alternativa mais acessível de renda”, explica.

Carlos Estigarribia e Heloísa Passos no NFT.Rio (Foto: Saori Honorato/Portal do Bitcoin)

Carlos Estigarribia, diretor de desenvolvimento de negócios na Wappier, ressalta que além do quesito de compensação financeira, os jogos blockchain estão mudando a forma como jogadores se envolvem com os projetos que apoiam.

Na visão de Estigarribia, a promessas de lucro dos jogos deixou de ser o único atrativo para os jogadores, enquanto cada vez mais desenvolvedores estão tentando implementar NFTs em modelos que funcionem a longo prazo: “A tendência é ter menos jogos criados só para lançar um token para valorizar cinco mil vezes, e mais jogos maduros que vão crescendo e valorizando ao longo dos anos”.

Nesse formato, os jogadores é quem saem ganhando ao ter uma participação mais ativa no rumo do jogo. “Blockchain games significa realmente ser dono do que você joga. Isso muda completamente a forma que você pensa jogo e gera novas oportunidades para o jogador”.

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Danilo Matos, Ivan Duffles, Carlos Estigarribia e Heloísa Passos no NFT.Rio (Foto: Saori Honorato/Portal do Bitcoin)

Danilo Matos, da guilda de jogos blockchain BAYZ, explica que jogos que usam NFT estão formalizando uma comercialização de itens que já existia no passado:

“Blockchain só está permitindo aos gamers fazer de forma mais fácil aquilo que sempre fizeram. Na época do Ragnarok, as pessoas vendiam contas no Mercado Livre, mas antes os jogadores eram punidos por fazer negócios. Hoje, com blockchain, são incentivados”.

Ivan Duffles deu a visão dos desenvolvedores ao falar sobre a produção do Futster, um jogo que será lançado em breve que envolve cards colecionáveis NFT de times de futebol do Brasil.

Durante o processo de criação, ele notou uma resistência muita agressiva de outros desenvolvedores de criar projetos baseados em blockchain e ressaltou a importância de educar pessoas que ainda temem essa tecnologia que pode ser usada ao seu favor:

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“Quando oferece negociação, você passa a ser tratado como banco por lidar com dinheiro, e maioria das empresas não tem capacidade disso. Blockchain resolve isso de uma maneira muito elegante. Com blockchain, você faz uma transação que o dinheiro não passa pela empresa e sim pela rede. Com isso, o pequeno desenvolvedor pode permitir essas trocas e criar games que cumpram o aspecto de segurança, algo que é sua responsabilidade”.

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