Imagem da matéria: Blizzard nega uso de NFTs em jogos, mesmo com compra pela Microsoft
(Foto: Shutterstock)

Mike Ybarra, presidente da desenvolvedora de games Blizzard Entertainment, refutou sugestões de que o estúdio responsável pelos jogos “World of Warcraft” e “Diablo” quer capitalizar a nascente indústria de tokens não fungíveis (ou NFTs, na sigla em inglês) tão cedo.

“Ninguém está [se envolvendo] com NFTs”, respondeu ele, no domingo (17), ao jornalista de videogames Andy Robinson, que havia afirmado a existência de rumores de que a “Blizzard está apurando o interesse em NFTs e jogos ‘play to earn’”.

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A apuração mencionada por Robinson foi realizada pela empresa britânica de pesquisa de mercado YouGov, que perguntou a fãs da Blizzard qual seria sua opinião sobre diversas tecnologias emergentes, incluindo realidade virtual, serviços de assinatura de videogames, jogos entre plataformas e o metaverso.

Embora os comentários de Ybarra pareçam fechar a porta na cara dos NFTs para jogos da Blizzard, o panorama geral abre margem para uma interpretação diferente.

Activision Blizzard, a empresa-mãe da Blizzard Entertainment, está sendo adquirida pela Microsoft em um acordo de US$ 68,7 bilhões, que deverá ser finalizado em 2023.

Qual é o propósito da aquisição? “Fornecer alicerce ao metaverso”, de acordo com o anúncio oficial da Microsoft.

Jogos tradicionais e NFTs

Jogadores são bastante contraditórios em relação a NFTs, pois a monetização interna ao jogo geralmente provoca sistemas injustos de “pay to win” (ou “jogue para ganhar”) e microtransações incômodas.

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O impacto ambiental do setor cripto também poderá ser uma grande preocupação entre jogadores até, talvez, o Ethereum — a rede que hospeda grande parte dos NFTs — ser atualizado para um sistema proof of stake (ou PoS) mais ecologicamente correto ainda este ano.

Ainda assim, muitos estúdios ainda estão sondando o setor.

A Ubisoft escolheu a blockchain Tezos para integrar NFTs à sua franquia “Ghost Recon”. Em março, a empresa francesa investiu em um jogo de cards colecionáveis e desenvolvido em blockchain chamado “Cross the Ages”.

A Ubisoft também adquiriu terrenos virtuais no The Sandbox, o metaverso desenvolvido no Ethereum pela Pixowl, assim como a Square Enix, criadora da franquia “Final Fantasy”.

Já a Take-Two, criadora do “Grand Theft Auto” (ou GTA), está cuidadosamente otimista com a promessa dos NFTs em videogames.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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