Imagem da matéria: Bitcoin está queda, mas até que ponto deve cair? Especialistas respondem
(Foto: Shutterstock)

O Bitcoin está caindo, mas onde será que está o seu fundo?

A principal criptomoeda caiu mais de 10% na última semana e nesta manhã de sexta-feira (5), ficou abaixo de US$ 54 mil, à medida que várias carteiras ligadas à extinta exchange de criptomoedas Mt. Gox fizeram pequenas transações.

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As vendas persistentes do governo alemão, que hoje transferiu outros US$ 75 milhões em Bitcoin para as exchanges, também parecem ter assustado os investidores.

“A perspectiva de curto prazo é um pouco pessimista, mas não extremamente”, disse Basile Maire, cofundador da exchange descentralizada D8X e ex-especialista em tesouraria de bancos, ao Decrypt.

É provável que as condições macroeconômicas e a incerteza quanto às eleições nos EUA também desempenhem um papel no atual sentimento de baixa. O Federal Reserve disse ontem que, embora a inflação no mercado dos EUA possa estar diminuindo, ela ainda permanece bem acima de sua meta, o que pode, portanto, afetar as chances de o Fed reduzir as taxas de juros este ano.

O prolongamento dos cortes nas taxas de juros pelo Fed é considerado uma tendência de baixa para os ativos de risco, como o Bitcoin, já que os investidores normalmente têm menos probabilidade de transferir seus dólares para o mercado em condições de taxas altas. Ainda assim, alguns analistas veem sinais de que a dor pode ser de curta duração.

Maire diz que o mercado de opções de Bitcoin, com base nos vencimentos de julho, mostra que poucos participantes do mercado acreditam que o preço do Bitcoin cairá abaixo de US$ 50 mil este mês. “As opções se agrupam entre US$ 50 mil e US$ 60 mil, com mais volume perto de US$ 60 mil”, explicou Maire.

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Isso significa que aqueles que estão abrindo contratos de opções, que são usados para apostar no preço futuro do Bitcoin, acreditam que é mais provável que o Bitcoin termine o mês perto de US$ 60 mil do que em qualquer outro lugar.

Mas outros analistas têm uma visão diferente.

“É mais provável que o Bitcoin caia para US$ 51.500 do que suba para US$ 65.800”, disse Alex Kuptsikevich, analista sênior de mercado da FxPro ao Decrypt. Kuptsikevich identificou o mercado de US$ 50 mil como a “área de consolidação de fevereiro”, ou seja, o ponto de preço no qual a maioria das compras de Bitcoin foi feita em fevereiro. Ele acredita que essa pode ser a próxima parada do Bitcoin.

A empresa de ativos digitais 10x Research reforçou o sentimento, sugerindo que US$ 60 mil era um nível-chave para mineradores de Bitcoin e compradores de ETFs de Bitcoin à vista. “Somente traders mal informados estão dispostos a comprar aqui. Romper esse suporte pode causar um declínio acentuado para os baixos US$ 50 mil”, afirmou um relatório da empresa.

Vendas precisam parar para BTC subir

“Até onde o BTC pode ir dependerá em grande parte da venda contínua por grandes entidades”, disse Justin d’Anethan, chefe de desenvolvimento de negócios da APAC para o market maker Keyrock. “Podemos ver algum suporte na faixa inferior de US$ 50 mil, quando o Bitcoin estava estagnado entre US$ 50 mil e US$ 52 mil em fevereiro.”

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Alguns dos maiores investimentos em Bitcoin agora são provenientes de ETFs após sua aprovação em janeiro nos EUA. Porém, no mundo das finanças tradicionais, o Bitcoin se destaca em relação aos outros ativos.

“Os ETFs de criptomoedas pertencem aos investimentos mais voláteis em uma carteira de investimentos tradicional que, de outra forma, consistiria em valores mobiliários, ações diversificadas e commodities”, disse Maire. “Portanto, sempre que os gerentes de portfólio precisam vender os ativos mais arriscados, as criptomoedas são as prováveis candidatas.” 

Embora o curto prazo possa ser sombrio, os analistas estão mais otimistas em relação ao médio prazo.

“Apesar da correção, o mercado de opções ainda está fortemente inclinado para o crescimento do BTC, como evidenciado pelo forte interesse em opções de longo prazo na faixa de US$ 100 mil a US$ 120 mil”, disse Kuptsikevich. “De acordo com a QCP Capital, isso aponta para a probabilidade de uma retomada do rali até o final do ano.”

Em outras palavras, basta segurar um pouco mais. E embora essa tenha sido certamente uma estratégia vencedora para os primeiros compradores de Bitcoin, qualquer pessoa que tenha comprado no pico em março passado está certamente sentindo a dor.

*Traduzido por Gustavo Martins com autorização do Decrypt.

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