Homem de blusa verde carrega máquina de mineração de criptomoedas
Foto: Shutetrstock

A Receita Federal da Argentina (AFIP) apreendeu na semana passada um carregamento de máquinas de mineração de criptomoedas avaliado em cerca de US$ 1 milhão. A apreensão ocorreu em Mendoza, na fronteira com o Chile. Os equipamentos iriam entrar clandestinamente na Argentina em meio a uma carga de receptores de TV, controles remotos e conectores.

Os agentes federais que trabalham na Direção Geral de Alfândegas da AFIP desconfiaram de um caminhão que estava parado na rodovia Rota 60, altura de uma região conhecida como Paso Cristo Redentor, e resolveram fazer a abordagem. Ao realizar procedimento com uso de scanner, perceberam que algo estava errado devido a algumas inconsistências técnicas, conta o site Infobae.

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Os agentes começaram a abrir as caixas e em 300 delas estavam as máquinas de mineração que não constavam na nota fiscal, junto às 1.089 caixas com receptores.

As caixas continham dois modelos de máquinas de mineração de criptomoedas: Whatsminer M31S e Whatsminer M30S +, que custam em média 877 mil pesos argentinos cada unidade. Toda a mercadoria detectada está avaliada em mais de US$ 1 milhão, segundo a reportagem. 

Após informada da irregularidade, a empresa de transportes responsável pela carga, de origem paraguaia, tentou emitir uma nova nota fiscal, o que não foi aceito pelas autoridades. A empresa foi denunciada por crime de contrabando no Tribunal de Justiça de Mendoza.

Mineração clandestina na Argentina

Em outubro do ano passado, a Polícia de Buenos Aires, o Ministério da Segurança da Argentina e a Receita Federal do país (AFIP), localizaram uma fazenda clandestina de mineração de criptomoedas durante uma megaoperação contra cibercriminosos. Na ação, as autoridades prenderam 40 pessoas.

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A fazenda de mineração estava na cidade de Quilmes e foi descoberta depois de um cruzamento de informações de fontes do governo e compradores de máquinas de mineração vindas do exterior. Além de operar clandestinamente, a operação funcionava com cabos roubados da rede de energia.

Um mês antes, a AFIP deu início a uma série de ações contra o setor de mineração de criptomoedas no país, fechando pelo menos três pontos clandestinos. Outra operação, cujos números não foram revelados, ocorreu na província de Córdoba.

A operação que chamou mais atenção ocorreu em Buenos Aires, capital da Argentina, por conta da informação oficial das máquinas apreendidas — dentro do local, a AFIP encontrou 142 equipamentos e 1.355 placas de vídeo.

Poucas empresas de mineração de criptomoedas na Argentina operam legalmente no país. A maioria, e principalmente o pequeno minerador, realiza a atividade secretamente para evitar o pagamento de impostos e aproveitar as tarifas de eletricidade residencial, que são muito mais baratas que as das empresas.

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