Imagem da matéria: Além do Bitcoin, Luna quer usar Avalanche (AVAX) para lastrear TerraUSD (UST)
(Foto: Shutterstock)

As pessoas responsáveis pela rede Terra não estão apenas comprando bitcoin (BTC). Agora, estão voltando sua atenção para outros criptoativos.

Nesta quinta-feira (7), a Luna Foundation Guard (LFG), organização sem fins lucrativos que deseja impulsionar a plataforma Terra, anunciou que irá adquirir US$ 100 milhões de AVAX, o token nativo do Avalanche.

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Isso segue as recentes aquisições de US$ 1 bilhão em bitcoin pela LFG. O objetivo da organização é criar uma reserva que ajude suas stablecoins a manterem o lastro em moedas fiduciárias.

 

Tudo isso começou no fim de fevereiro, quando LFG — fundada por Do Kwon, cocriador do Terra, e Nicholas Platias, líder de pesquisa do Terraform Labs — arrecadou US$ 1 bilhão com a venda de tokens LUNA, a criptomoeda nativa do ecossistema Terra, às empresas de capital de risco Jump Crypto (cujo presidente Kanav Kariya também faz parte do conselho de governança da LFG) e Three Arrows Capital.

A plataforma Terra é compatível com aplicações descentralizadas (ou dapps), assim como Ethereum e Solana. Mas sua estrutura tokeconômica é única: LUNA funciona em conjunto com as stablecoins algorítmicas do Terra.

Sempre que alguém quiser emitir TerraUSD (UST), deve queimar o valor equivalente em LUNA — e vice-versa. Se o preço da stablecoin cair, é possível comprá-la abaixo de seu valor, mas ainda convertê-la por LUNA com a taxa de paridade.

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Embora UST seja capaz de manter seu lastro por meio da arbitragem, não é garantia que esse sempre será o caso.

Neutrino USD (USDN), stablecoin algorítmica lastreada no token WAVES, perdeu seu lastro esta semana à medida que seu preço caiu para US$ 0,68, de acordo com o CoinMarketCap.

A solução segura do LFG é estocar enormes quantias de ativos digitais não correlacionados. A reserva fornece uma “válvula de escape para resgates de UST”. Apesar de sua investida inicial ter sido em bitcoin, expandir para outros ativos sempre foi parte do plano.

“Ao diversificar a base de ativos não correlacionados para grandes ativos, como BTC e AVAX, a ‘Reserva UST’ oferece um pool mais robusto de ativos para se defender contra a volatilidade e aliviar a pressão dos incentivos de arbitragem de mercado aberto do protocolo Terra”, explicou Platias.

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Observadores do mercado acreditam que a estratégia do Luna já gerou um impacto.

Esta semana, a Glassnode informou que mais bitcoins estavam sendo acumulados do que emitidos diariamente — em parte, devido a grandes compradores, como LFG e MacroStrategy, subsidiária da MicroStrategy, que estavam “passando o rodo” na maioria dos bitcoins disponíveis e os alocando. Isso põe pressão sobre o preço à medida que a oferta diminui.

Também é um exemplo de sucesso para Terra. O preço do LUNA bateu um recorde de US$ 119 esta semana.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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