Imagem da matéria: A blockchain Solana e a criptomoeda SOL
Foto: Shutterstock

Na atual conjuntura do mercado de criptomoedas, várias altcoins têm ganhado destaque entre os investidores. Uma delas é a SOL, da blockchain Solana, que vem apresentando uma alta considerável em relação ao Bitcoin.

A seguir, veremos as características principais da plataforma Solana. Discutiremos, também, as novidades supostamente responsáveis pela alta recente na cotação de sua moeda nativa.

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Este artigo traz informações suficientes para que novos investidores, interessados em adicionar SOL ao portfólio, possam tomar suas decisões iniciais com mais segurança.

Origem e história da blockchain Solana

A ideia da plataforma Solana foi originalmente concebida por Anatoly Yakovenko, em 2017. A motivação por trás dessa criação foi a de solucionar os problemas de escalabilidade que existem nas redes Bitcoin e Ethereum. Anatoly se uniu a Eric Williams e Greg Fitzgerald para a consolidação do projeto, que já atraiu vários investidores de peso.

O lançamento oficial da blockchain Solana aconteceu em março de 2020, através da Fundação Solana, sediada em Genebra, na Suíça.

No ano de 2021, a plataforma lançou um round de arrecadação de fundos, que deveria ter sido concluído no mês de março. No entanto, devido à demanda do público, o round foi continuado. O objetivo atual está na margem entre 300 e 450 milhões de dólares.

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O objetivo principal é que esses fundos sejam utilizados para transformar a Solana em uma plataforma que compita diretamente com a Ethereum, ao oferecer um ambiente para desenvolvimento de aplicativos descentralizados (dApps) superior e mais eficiente. No momento, a Solana conta com mais de 150 projetos de dApps. Dentre eles está a Serum, uma corretora descentralizada (DEX).

Propriedades e funcionamento da rede

Solana é uma blockchain com conceito Web-Scale IT. O conceito se baseia em software e hardware de arquitetura x86, que traz as vantagens de ser altamente escalável e de ter manutenção simples. A rede possui, atualmente, um tempo de bloco de 400 ms e o valor de 50.000 TPS (transações por segundo).

A arquitetura permite que a taxa de transações escale proporcionalmente à largura da banda, mantendo-se as propriedades da blockchain de segurança e descentralização. O sistema pode alcançar 710.000 TPS, em uma rede Gigabit padrão, e 28,4 milhões TPS em uma rede de 40 Gigabit.

O mecanismo de consenso utilizado é uma inovação: ao invés do tradicional PoW (Prova de Trabalho) de Bitcoin e Ethereum, a Solana usa uma combinação de PoH (Prova de Histórico) e PoS (Prova de Participação).

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O sistema de Prova de Histórico foi inventado por Anatoly Yakovenko. Ele cria registros que provam que determinado evento ocorreu em um dado momento. Já o sistema de Prova de Participação é responsável por monitorar os processos do PoH, validando cada uma das sequências de blocos. Ele também mantém o registro da ordem de acontecimentos e do horário unificado da rede.

A alta escalabilidade e a velocidade operacional decorrem da utilização de uma série de protocolos e do algoritmo PoH, que é uma Função Delay Verificável (VDF) de alta frequência. Cada transação ou evento é verificado pela função através de um número específico de etapas sequenciais, recebendo um hash com um contador único. O hash funciona como um carimbo criptográfico de data e hora, permitindo a verificação pública de quando o evento ocorreu.

Atualizações recentes

Após a implementação de contratos inteligentes e recursos para o desenvolvimento de DeFi, a Solana lançou um mercado para NFTs em 2 de junho deste ano. Denominado Marketplace Metaplex, ele permite que artistas e usuários independentes gerem NFTs e façam leilões, a preços mais acessíveis que os da rede Ethereum.

No fim de abril, o primeiro projeto de jogo NFT da Solana foi lançado: Star Atlas, um jogo tipo MMORPG de exploração espacial. O projeto foi bastante aguardado e busca contribuir, com um pontapé inicial, para a disseminação de NFTs na plataforma.

No dia 3 de junho, a Fundação Solana anunciou seu projeto mais recente. Trata-se do acelerador Solverse, uma parceria com 21 especialistas de desenvolvimento no setor de blockchain. O Solverse busca fortalecer a rede e agregar recursos e serviços para apoiar projetos de alto potencial na Solana.

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Há também projetos DeFI, como o Kin, que cogitam uma migração para a rede Solana. Esse projeto se iniciou na Ethereum, mas as promessas de escalabilidade da Solana têm sido mais atrativas quando comparadas à velocidade de desenvolvimento da Ethereum 2.0.

A criptomoeda SOL

A SOL é a criptomoeda nativa da blockchain Solana. O token pode circular entre os nós da rede em decorrência da execução de programas on-chain ou de uma validação de saída. A quantidade de SOL em circulação é de 260 milhões, sendo que o limite de emissão de moedas foi fixado em 489 milhões.

A sua cotação é influenciada pelos desenvolvimentos recentes da rede: começou o ano a US$2, e chegou a ser negociada a US$43 na semana passada, segundo o CoinMarketCap. É a maior cotação desde 19 de maio, quando caiu de US$56 para US$35 em um único dia.

A valorização recente tem sido considerável, tendo-se em vista o momento de estagnação do Bitcoin. Só na última semana, a moeda subiu 48%. No ranking de capitalização de mercado, a criptomoeda SOL está na 13ª posição, com US$ 10 bilhões em valor de mercado.

O token SOL pode ser negociado nas principais corretoras. O maior volume de negociação SOL/USDT ocorre na corretora Binance, ficando a OKEx em segundo lugar.

Conclusão

A criptomoeda SOL é, sem dúvida, um ativo de alto interesse, mas cujo investimento traz riscos, assim como todo ativo, especialmente no mercado de criptos.

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Uma parte da comunidade tem chamado a Solana de “Matadora do Ethereum”. Isso se deve aos altos investimentos na transformação da plataforma na principal rival para desenvolvimento de dApps e ecossistemas DeFi. Tais investimentos têm dado resultado, que se refletem na alta da cotação do SOL. Contudo, a capitalização de mercado ainda é de apenas 16,7% da capitalização do ETH.

Além disso, outros projetos já foram denominados “matadores de Ethereum” antes. Contudo, nenhum conseguiu superar a líder dos dApps. A própria Fundação Solana considera o apelido um exagero. É importante que todas essas variáveis sejam muito bem contempladas, antes de se apostar todas as fichas em uma única altcoin do mercado.

Sobre o autor

Fares Alkudmani é formado em Administração pela Universidade Tishreen, na Síria, com MBA pela Edinburgh Business School, da Escócia. Naturalizado Brasileiro. É fundador da empresa Growth.Lat e do projeto Growth Token.

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