Imagem da matéria: Três em cada Quatro Casos de Lavagem de Dinheiro Envolvem Moedas Digitais: Fontes do FBI

A atividade criminal tem sido frequentemente associada com Bitcoin e muitas outras criptomoedas ultimamente, principalmente algumas focadas em privacidade, como a monero e zcash.

Este é um grande problema para o FBI já que a agência atualmente atribui quase 75% do tempo deles a casos de lavagem de dinheiro envolvendo moedas digitais, segundo fontes internas, diz o site The Merkle.

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Isso em si é um desenvolvimento bastante problemático, embora não seja totalmente surpreendente. A moeda digital ainda é muito nicho de mercado e não se aproxima dos casos regulares de lavagem de dinheiro envolvendo métodos de pagamento tradicionais.

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Alguns desses casos envolvem ransomware ou outros tipos de malware que exigem pagamentos em Bitcoin. Certamente é verdade que estamos vendo mais ataques de ransomware em comparação com cinco anos atrás, mas isso não significa necessariamente que mais pessoas estão pagando resgates em Bitcoin ou em outras criptomoedas. Na verdade, o FBI advertiu muitas vezes para nunca atender às demandas feitas por desenvolvedores de software mal-intencionados.

O que é bastante problemático, no entanto, é o número crescente de exchanges sofrendo hacks ou outros roubos. Desde 2011, cerca de 1 milhão de BTC foram roubados no processo, de acordo com o New York Times. Esse é um número bem grande, considerando que representa cerca de 6% de todos os bitcoins actualmente em circulação. Então, novamente, a maioria dessas moedas já foram vendidas no mercado e compradas por outros; sendo assim, eles não estão “perdidos”.

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Além disso, o FBI também está um pouco preocupado com a forma como tão poucas empresas de criptomoedas realizam com sucesso as precauções básicas de segurança nos dias de hoje. As verificações básicas de segurança e os procedimentos de Know Your Customer (KYC) precisam ser melhorados, embora a maioria das principais exchanges tenha feito isso por algum tempo.

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Inclusive o que causou o recente “problema” com as exchanges de criptomoedas na China foi a necessidade delas se adaptarem a normas impostas pelo governo, por alegarem que estavam facilitando a lavagem de dinheiro.

O Japão, por outro lado, já deu um passo em outra direção e licenciou onze exchanges na última semana. Tornando-as empresas financeiras habilitadas a trabalhar com dinheiro dos clientes. A princípio, o EUA poderá seguir o mesmo caminho do Japão.

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