Imagem da matéria: Tailândia segue Singapura e proíbe exchanges de criptomoedas de oferecer serviços de empréstimo e staking

A Tailândia é o segundo país do Sudeste Asiático a anunciar a proibição de exchanges de criptomoedas que oferecem serviços de empréstimo nesta segunda-feira (3). A outra nação foi Singapura, que passou a proibir as corretoras de oferecer serviços de empréstimos e staking aos clientes de varejo.

As regras da Tailândia foram anunciadas em um comunicado hoje pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do país.

Publicidade

A redação do anúncio deixa claro que a proibição se aplica a “serviços de depósito que oferecem retornos aos depositantes e credores”, proibindo assim totalmente as exchanges de oferecer serviços de empréstimos e staking.

A CVM tailandesa também introduziu um aviso de isenção de riscos de negociação obrigatório que deve estar claramente visível para os clientes: “Criptomoedas são de alto risco. Por favor, estude e entenda os riscos das criptomoedas completamente, porque você pode perder todo o seu investimento.”

Os operadores de câmbio devem garantir que os usuários reconheçam os riscos antes de consentir em usar o serviço. Além disso, as avaliações de adequação do investidor determinarão quanto os usuários têm direito a investir em cripto.

No ano passado, o regulador proibiu os pagamentos com criptomoedas, mas deixou a porta aberta para os consumidores investirem nelas como um ativo financeiro.

As novas regras entrarão em vigor em 31 de julho de 2023.

Primeiro Cingapura, depois Tailândia

As notícias de hoje da CVM tailandesa espelham um anúncio feito também nesta segunda-feira (3) pela Autoridade Monetária de Singapura (MAS) de que as operadoras de câmbio estão proibidas de oferecer serviços de empréstimos e staking à clientela de varejo.

Publicidade

O MAS agora também exige que as exchanges movam todos os ativos do cliente para um trust antes do final do ano. Esta medida é para evitar a mistura e negociação de fundos de clientes e evitar o risco de outra catástrofe como a FTX.

Em novembro passado, a bolsa FTX multibilionária sofreu um colapso histórico depois que uma corrida bancária em seu token FTT nativo expôs alguns erros contábeis.

Logo se seguiram revelações de que a FTX enviou fundos de clientes para sua empresa irmã, o fundo de hedge Alameda Research, para preencher buracos em seu balanço depois que este último fez alguns negócios ruins.

Embora a poeira tenha baixado, os reguladores de todo o mundo estão se referindo ao incidente FTX como um estudo de caso do que se deve observar ao regular as atividades das corretoras.

*Traduzido por Vini Barbosa com autorização do Decrypt.

VOCÊ PODE GOSTAR
Joe Biden posa para foto

Biden vira sobre Kamala: mercados de criptomoedas esperam que o presidente seja indicado

Apostadores de criptomoedas no popular mercado de previsões Polymarket novamente favorecem Joe Biden como candidato dos democratas
Bolo de dólares em cima de outras notas

PF da Argentina prende família que lavava dinheiro de contrabando e jogos de azar com USDT

Com o filho preso e a esposa indiciada, o líder da quadrilha, Fabián Di Julio, o “El Gordo”, se entregou na última quarta-feira
Moedas de bitcoin sob bandeira da Argentina

Argentina sanciona lei que permite aumento de capital de empresas com criptomoedas

Javier Milei também nomeou um especialista em blockchain para liderar Agência Federal de Segurança Cibernética
Imagem da matéria: Hackers roubam números de telefone de 33 milhões de usuários do Authy

Hackers roubam números de telefone de 33 milhões de usuários do Authy

Como precaução, todos os usuários do Authy devem atualizar seus aplicativos para as versões mais recentes