Imagem da matéria: Startup distribui criptomoedas e ajuda famílias pobres na Venezuela
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Durante três meses uma família da cidade de Barquisimeto na Venezuela conseguiu fazer as principais refeições diárias. O fato deu-se através de um programa-piloto da GiveCrypto, uma startup do Vale do Silício que atua como instituição de caridade e distribui criptomoedas a pessoas carentes.

O programa forneceu ajuda temporária a mais de 100 famílias que se encontravam e situação vulnerável, fornecendo-lhes um depósito semanal no valor de cerca de US$ 7 – ou aproximadamente o mesmo que o salário mínimo mensal da Venezuela, diz a reportagem do The New York Times.

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“Finalmente conseguimos comer frango. E também havia legumes para as crianças”, disse Andreina Cordero, cuja família foi uma das escolhidas para participar do programa.

Devido à falta de dinheiro, Cordeiro e seu marido, que trabalha na área de construção civil e estava desempregado, começaram o ano pulando refeições para que seus três filhos pudessem comer.

Segundo o artigo, suas economias foram devastadas pela hiperinflação do país, limitando os filhos a uma dieta de arroz, feijão, macarrão e bolinhos fritos.

Foi quando o programa da GiveCrypto começou a mudar aquela realidade familiar, enviando EOS todas as semanas — de  fevereiro a abril — via aplicativo de celular. Eles, então, a trocava pela moeda local e realizava suas compras no mercado.

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Doação e informação

Além de ajudar, a GiveCrypto pretende deixar as pessoas familiarizadas com aplicativos de criptomoedas, ajudando-os a aprenderem a transferir, comprar e pagar.

“As criptomoedas têm a maior probabilidade de ser útil para pessoas em lugares onde o dinheiro está quebrado. E provavelmente não há melhor exemplo de dinheiro quebrado agora do que a Venezuela”, disse Joe Waltman, diretor executivo da GiveCrypto.

Ele acrescentou que o experimento de Barquisimeto foi o primeiro passo de um esforço maior para promover o uso de uma criptomoeda do tipo estável (stablecoin) na Venezuela, cujos valores têm menos flutuação.

Efrain Pineda, gerente do projeto, disse que a intenção é mostrar que pessoas que não são especialistas em tecnologia ou investidores também podem se beneficiar da tecnologia.

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“Qualquer pessoa pode usar criptomoedas para se proteger da inflação e facilitar sua vida diária”.

Ações com criptomoedas

No ano passado várias ações foram realizadas em prol de famílias carentes da Venezuela que amargam tanto a crise institucional quanto à hiperinflação.

Foi através do mercado de criptomoedas que muitas pessoas receberam ajuda financeira sem depender de instituições financeiras.

O próprio governo de Nicolás Maduro criou sua criptomoeda, chamada Petro, que seria lastreada em barris de petróleo e até hoje segue misteriosa e controvérsia e também não resolve a crise do País.

O teste de três meses com a família de Cordero já terminou.

Desta forma, pai e mãe voltaram a pular refeições para economizar. No entanto, ela diz ser muito grata pelo tempo que a criptomoeda salvou seus filhos da desnutrição.

“Estou muito grata pelo que fizeram por nós. Seria uma bênção se algo assim acontecesse novamente”.

Airdrop pró-Venezuela em andamento

A startup mexicana Airtm já arrecadou US$ 300 mil da meta de US$ 1 milhão para doar a 100.000 famílias da Venezuela.

A intenção é enviar pelo menos o equivalente a US$ 10 a cada família para proporcionar um alívio momentâneo, ao menos na parte de alimentação e produtos de higiene.

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Nomeada AirdropVenezuela, a ação visa não só ajudar as pessoas daquele país, mas também mostrar que é possível dar oportunidades de transformar um Estado por meio das criptomoedas.

No final do ano, a startup vai recapitular as histórias dos usuários que receberam as doações.

“Queremos mostrar aos venezuelanos como manter dinheiro além de sua moeda local. O maior impacto que isso pode ter é criptonizar o país”, disse, no início da ação em dezembro do ano passado, Joshua Kliot, cofundador da organização.

“Trata-se de um experimento. Acreditamos que há um uso nas criptomoedas para ajudar pessoas em um ambiente de hiperinflação”, disse ao Portal do Bitcoin, também na ocasião, Ruben Galindo, CEO da AirTM.


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