Imagem da matéria: Santander lança serviço de envio de dinheiro que usa blockchain apenas para marketing
(Foto: Shutterstock)

O serviço de transferências internacionais de dinheiro via blockchain do Banco Santander tem decepcionado a expectativa de inovação. Anunciado em abril deste ano, o One Pay prometia transações rápidas e seguras entre vários países, graças à tecnologia em que se baseia o Bitcoin. Na realidade, até o momento, o blockchain só é usado em um caso.

Na realidade, transferências para o Reino Unido são baseadas na nova tecnologia. As demais, como explica uma nota de rodapé no site do serviço, fazem transações por swift, método tradicional entre os bancos, que pode levar dias para ser completado, e com custo final de operação imprevisível.

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O Santander anunciou globalmente o One Pay FX como o primeiro sistema de envio de remessas feito por um banco. O serviço está disponível para clientes no Brasil, Espanha, Polônia e Reino Unido. O aplicativo foi desenvolvido pela Ripple, com aporte de US$ 4 milhões.

A promessa era de transações feitas rapidamente e total controle sobre quanto dinheiro é perdido nas movimentações.

Página inicial do Santander One Pay.

Seis meses após sei lançamento, o One Pay não parece muito diferente de qualquer outra rede de transferências entre bancos internacionais. Na página inicial do serviço, é possível ler “Transferência internacional mais rápida que pelo processo tradicional”. O anúncio falava de transações instantâneas, mas agora isso só vale para um destino de envio.

Marketing do Santander

O banco espanhol faz forte marketing associando a companhia à tecnologia blockchain. Ele busca vender a imagem de uma das primeiras instituições financeiras tradicionais a adotar blockchain. Em junho, a presidente do Santander, Ana Botín, defendeu as inovações que estava promovendo:

Somos a primeira entidade no mundo a lançar um sistema de pagamento internacional baseado no blockchain puro, o ‘One Pay 

Embora o “blockchain puro” não tenha chegado ao banco, Botín garante que a instituição tem capacidade para estar entre as as grandes plataformas financeiras globais. Ela diz que as “pessoas têm falado muito de dados de tecnologia, mas os bancos são, desde sempre, empresas de tecnologia e de dados”.

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Em julho, um estudo da Cedro Technologies constatou que 75% das instituições financeiras estão atrasadas em relação às inovações tecnológicas, como o blockchain. O grupo de estudos interpreta que os bancos devem inovar muito suas tecnologias e culturas organizacionais de funcionários para não perder funções e mercado para as fintechs.


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