Ruja Ignatova, a Rainha das Criptomoedas
Ruja Ignatova, a Rainha das Criptomoedas (Reprodução)

A criadora do esquema OneCoin, a foragida búlgara Ruja Ignatova – mais conhecida como a Rainha das Criptomoedas – ressurgiu cinco anos depois de desaparecer dos olhos do público. Desta vez, a aparição é ligada a uma propriedade de Londres, em um documento apresentado ao governo britânico neste mês.

arquivo lista Ignatova como beneficiária efetiva da Abbots House Penthouse Limited, uma empresa com sede em na ilha britânica de Guernsey, que comprou uma cobertura multimilionária no subúrbio londrino de Kensington.

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A propriedade foi recentemente colocada à venda, conforme noticiado pelo jornal The New York Post, por um preço de US$ 15,5 milhões, que mais tarde foi reduzido para cerca de US$ 13,6 milhões, e a listagem já foi retirada.

Ignatova teria sido forçada a se colocar como proprietária do imóvel devido a regras envolvendo empresas estrangeiras que entraram em vigor no Reino Unido no ano passado. A divulgação afirma que Ignatova é proprietária da cobertura através da Abbots House Penthouse Limited, desde maio de 2016.

No entanto, alguns apontam que o envolvimento de Ignatova com o caso seria tênue: um outro artigo da BBC diz que a lista recente pode ser rastreada até pessoas na cidade alemã de Bielefeld, em vez dela.

Rainha é fugitiva do FBI

O nome de Ignatova ressurgiu das sombras anos depois dela ter desaparecido enquanto fugia das acusações de fraude. Quando ela lançou o OneCoin em 2014, o token foi anunciado como um “assassino de Bitcoin” para os investidores, mas o projeto se revelou um esquema Ponzi posteriormente. Inclusive, segundo informações de um podcast da BBC Sounds intitulado “A Criptorainha Desaparecida” nenhuma blockchain para o token foi construída. 

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A fundadora da OneCoin está na lista das dez pessoas mais procuradas do FBI e é uma das fugitivas mais destacadas da Europa, enfrentando acusações de enganar investidores em até US$ 5 bilhões em 2017. O FBI está atualmente oferecendo uma recompensa de US$ 100 mil por informações que levem à sua prisão.

Embora Ignatova não tenha sido vista desde que fugiu da Bulgária — onde a OneCoin estava baseada — em um avião para Atenas, Grécia, em 2017, várias pessoas próximas à “Rainha das Criptomoedas” enfrentaram problemas por seu papel na facilitação do suposto esquema.

No mês passado, o cofundador da OneCoin, Karl Sebastion Greenwood, se declarou culpado das acusações de fraude eletrônica e de lavagem de dinheiro apresentadas contra ele por procuradores do distrito sul de Nova York. E as acusações contra um ex-funcionário da inteligência de Luxemburgo, que descreveu seu papel na OneCoin como um “gerente de crise”, também foram abertas.

Em um declaração, o procurador dos EUA, Damian Williams, disse que a OneCoin foi “comercializada e vendida como uma criptomoeda fraudulenta” através de um esquema de marketing multinível para ganhar força em todo o mundo. Ele também afirmou que Greenwood e Ignatova “conceberam e construíram o negócio OneCoin com a intenção de usá-lo para fraudar investidores.”

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Williams fez referência a e-mails em que os investidores da OneCoin foram chamados de “idiotas” por Greenwood por acreditarem no projeto. Williams também citou uma discussão em que Ignatova compartilhou seus pensamentos sobre uma “estratégia de saída” para a OneCoin. A primeira ideia lançada por Ignatova foi “pegar o dinheiro, correr e culpar outra pessoa por isso.”

Em 2019, o advogado da OneCoin, Mark Scott, foi considerado culpado de conspiração para cometer lavagem de dinheiro e fraude bancária por um tribunal em Manhattan. O irmão de Ignatova, Konstantin Ignatova, também se declarou culpado de acusações de fraude e lavagem de dinheiro.

Sócios de Ignatova também enfrentaram acusações na Alemanha, que envolvem múltiplos crimes financeiros. Lá, os promotores alegaram que os clientes da OneCoin foram enganados ao pensar que os preços dos tokens eram determinados por mecanismos de mercado quando o processo era totalmente falso, incluindo um software que simulava a mineração da OneCoin.

*Traduzido por Gustavo Martins com autorização do Decrypt.

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