Imagem da matéria: Primeira corretora de bitcoin na Nasdaq estreia com preço 52% acima do esperado e supera US$ 100 bi
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Em um momento histórico do mercado de criptomoedas, as ações da corretora Coinbase começaram a ser negociadas nesta quarta-feira (14) na Nasdaq a US$ 381, o que significa um valor de mercado de cerca de US$ 100 bilhões.

Sob o ticker “COIN”, as ações da Coinbase estão sendo negociadas 52% acima do preço de referência de US$ 250, estipulado pela Nasdaq na noite anterior. O valor preliminar não representa o preço real da oferta das ações, que é determinado agora com base nas ordens de compra e venda na bolsa. 

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Ao invés de um tradicional IPO (oferta inicial de ações), a Coinbase optou por uma listagem direta que elimina a necessidade de emitir novas ações para levantar capital. 

Mercado cripto reage a listagem histórica

Com o importante passo de hoje, a Coinbase se torna a primeira empresa de criptomoedas a oferecer ações na bolsa de valores. Especialistas do mercado avaliam que a listagem pode trazer um novo grupo de investidores às criptomoedas, assim como fortalecer outras iniciativas do setor. 

“É um dos grandes marcos dos últimos anos para o Bitcoin e a indústria de criptomoedas como um todo”, avalia Bernardo Teixeira, CEO da corretora brasileira BitcoinTrade. “O IPO abrirá uma excelente oportunidade para investidores institucionais fazerem seu primeiro investimento no mundo de moedas digitais.”

A estreia da Coinbase na bolsa de valores trouxe otimismo para a maioria das criptomoedas que estão em alta desde o início da semana. O bitcoin, por exemplo, chegou hoje a uma nova máxima histórica de US$ 64.863.

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Para o fundador da exchange Foxbit, João Canhada, o desempenho das ações da Coinbase podem ter um impacto direto no preço dos criptoativos nos próximos dias. “O sucesso dela na bolsa pode rapidamente impulsionar o bitcoin rumo aos US$ 100 mil, ao mesmo tempo que se for algo morno, poderia atrapalhar momentaneamente a alta dos últimos dias”.

Mais listagens a caminho?

A reação do mercado às ações em Nasdaq também servirá como um parâmetro para outras empresas do setor que também querem se aventurar na bolsa. “Como fundador de uma corretora de bitcoin, o múltiplo que ela sair na bolsa pode dizer muito sobre o valor do meu negócio”, diz Canhada.

A corretora Kraken e a custodiante Bakkt são algumas das companhias que já sinalizaram o interesse em oferecer ações na bolsa

A Binance, por outro lado, não compartilha do mesmo anseio. Changpeng Zhao reconhece que a listagem da Coinbase vai abrir caminho para outras empresas do setor, mas diz que o atual modelo do seu negócio já é “sustentável o suficiente” e cresce de forma “saudável e orgânica”.

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No Brasil, a exchange Mercado Bitcoin pode em breve seguir o exemplo da empresa americana e entrar na bolsa de valores. Segundo o CEO Reinaldo Rabelo, o movimento da Coinbase é “um passo importante no processo de afirmação do mundo cripto como agente transformador do mercado financeiro”.

“Mais do que isso, mostra a maturidade do ecossistema e dos reguladores, que conseguiram construir um ambiente jurídico forte o suficiente para aumentar a confiança dos investidores, sem necessidade de criação de novas leis”, disse.

A Coinbase

A Coinbase foi fundada pelos empresários Brian Armstrong e Fred Ehrsam em meados de 2012 nos Estados Unidos. Ehrsam deixou o projeto em 2017 e hoje Armstrong é o responsável por liderar a corretora mais popular do país, utilizada por 56 milhões de usuários verificados.

Além de se beneficiar diretamente com a valorização das criptomoedas, a empresa também viu o seu ganhos decolarem após o anúncio da listagem na Nasdaq. No primeiro trimestre de 2021, a Coinbase teve um lucro de US$ 800 milhões que supera o rendimento total da corretora em todo 2020.

*Colaborou Cláudio Rabin

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