Imagem da matéria: Placas GeForce RTX são para gamers, não para mineradores de criptomoedas, diz Nvidia
Placa de vídeo GeForce RTX (Foto: Divulgação)

A fabricante de chips Nvidia reduziu a taxa de hash das placas de vídeo GeForce RTX 3080, 3070 e 3060 Ti recém-fabricadas para que sejam menos desejáveis ​​para os mineradores de criptomoedas, comunicou a empresa na terça-feira (18). De acordo com a nota, trata-se de mais um passo para colocar seus produtos apenas nas mãos de jogadores.

A empresa já vem trabalhando há tempos na redução do poder de hash de algumas placas para resolver o que acredita ser um grande problema, pois entende que a procura em massa das GeForce por mineradores gera escassez do produto. A empresa inclusive lançou um processador — Nvidia CMP —  puramente focado no poder de computação na tentativa de conter os mineradores de ethereum.

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“Os produtos GeForce são feitos para jogadores”, ressaltou a Nvidia. Segundo a empresa, como suas GPUs são programáveis, os usuários descobrem com uma certa regularidade novos aplicativos para os dispositivos, como os programas de mineração de criptomoedas e de aprendizado de máquina, por exemplo.

As novas GeForce RTX começam a ser entregues até o final deste mês e suas caixas terão o identificador “Lite Hash Rate” ou “LHR” (taxa leve de hashrate) nas listas de produtos de varejo, completa a nota, ressaltando que a partir desta etapa a empresa fornecerá preços melhores nas mãos de jogadores em todo o mundo.

Mineração com GeForce RTX

No ano passado, os mineradores chineses chegaram ao ponto de comprar notebooks gamers que vinham com a placa GeForce RTX 3060 para minerar ether.

Uma estimativa recente aponta que essas máquinas são capazes de gerar cerca de 0,000265045 ETH por hora (cerca de R$ 3,59), consumindo aproximadamente R$ 0,45 de eletricidade.

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Vale destacar que esse cálculo se baseia no custo da eletricidade na China, muito inferior quando comparado a países como o Brasil. 

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