Parceria com Ripple permite a Banco Rendimento transferência de valores por blockchain

Instituição financeira brasileira já é parceira da startup desde 2019

Brasil representa 30% do volume de transferências de valores da Ripple
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O banco brasileiro Rendimento, especializado em transferências internacionais de valores, se tornou a primeira instituição financeira no país a migrar seus serviços para a nuvem da Ripple.

A startup, especializada em soluções com blockchain para pagamentos, tem parceria com o Rendimento desde 2019, quando o banco brasileiro ingressou na RippleNet.

“Os clientes agora podem desfrutar de mais transparência e navegação mais fácil para enviar pagamentos e negociar. A RippleNet também nos permite acessar parceiros globais, oferecendo uma solução padronizada e garantindo que os processos de integração e onboarding sejam desconectados”, diz Jacques Zylbergeld, superintendente de FX do Banco Rendimento, em comunicado à imprensa.

Com a parceria, o Rendimento entra para um grupo seleto de instituições financeiras, que inclui gigantes do setor de transferências internacionais, como a MoneyGram.

O Brasil já é responsável por nada menos que 30% das operações de transferência de valores da Ripple. A empresa está de olho nas remessas internacionais de recursos entre pessoas físicas. Ou seja, a parceria com o Rendimento se encaixa como uma luva nessa estratégia.

Ripple de olho no Brasil

A importância do Brasil para a Ripple pode ser expressada pelo fato de o país ser um dos únicos a contar com um escritório oficial da startup, em São Paulo. Apenas Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Islândia, Singapura e Índia também contam com representações da empresa.

“O Brasil continua liderando a inovação em fintechs e está bem posicionado para criar um caminho para o resto da América Latina seguir”, analisa Luiz Antonio Sacco, Vice-Presidente de Operações Globais e Diretor-Geral para América Latina da Ripple, também por meio do comunicado.



No final de maio, representantes da cúpula da Ripple tiveram uma reunião a portas fechadas com diretores do Banco Central (BC) do Brasil, incluindo o presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

Segundo a agenda pública do BC, a reunião tratou de assuntos institucionais. No entanto, a importância do Brasil para os negócios da Ripple e o olhar positivo do BC para novas soluções tecnológicas criam um ambiente de convergência de interesses.

Com sua criptomoeda própria, a Ripple ocupa atualmente o quarto lugar entre as moedas digitais com maior valor de mercado, valendo US$ 8,86 bilhões segundo o Coinmarketcap. Ela perde apenas para Tether (US$ 9,19 bi), Ethereum (US$ 27,23 bi) e Bitcoin (US$ 172,1 bi).

PayID

Em um outro movimento recente, a Ripple anunciou a adesão a uma aliança internacional de empresas responsáveis pelo PayID, que deve operar com um sistema similar ao do e-mail. O objetivo é facilitar envio de dinheiro em todo o mundo — sejam eles B2B, B2C ou P2P, independentemente do país ou bandeira bancária.

A aliança global de instituições, batizada de Open Payments Coalition, é composta por um total de 44 membros que atingem cerca de 100 milhões de consumidores em todo o mundo.

Ela visa ser o primeiro passo para a criação de uma rede aberta e internacional de pagamentos, que mude a forma como o dinheiro é enviado ao redor do mundo atualmente.