Imagem da matéria: O que poderia levar o Ethereum à morte?
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Seis meses atrás, seria uma piada alegar que uma outra rede de smart contracts poderia chegar a 40% do volume transacionado nas exchanges descentralizadas (DEX). Na época, a Ethereum dominava com 98% do volume, e a Binance Smart Chain (BSC) mal havia nascido.

No entanto, entre fevereiro e maio houve uma explosão no segmento, e a rede Ethereum sofria com taxas de transação acima de 100 dólares em alguns momentos. Não bastasse o volume de finanças descentralizadas (DeFi), culminou também a explosão no uso dos NFTs, os tokens não fungíveis.

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Foi nessa hora que a rede competidora, uma sidechain da Binance Chain, catapultou seus volumes na PancakeSwap e Mdex. Isso nos leva ao 1º risco de “morte” da vice-líder das criptomoedas.

Taxas muito altas

Existe um hard fork (upgrade) programado parao dia 4 de agosto, o London. No entanto, especialistas dizem que a redução nas taxas não deve passar de 20%. Embora a EIP-1559 deva trazer mais previsibilidade, não aumenta de fato a escalabilidade.

Com a recente queda do mercado, e utilização do DeFi e do NFT, a verdade é que atualmente não há urgência, porém as próprias aplicações já estão migrando para outras redes. Isso nos leva ao 2º risco de morte.

Interoperabilidade: dApps multi-redes

Aave e Balancer já utilizam a rede Polygon; Curve atua na Polygon e Fantom; e SushiSwap em ambas, além da Binance Smart Chain. Ou seja, os próprios aplicativos estão construindo versões que aceitam depósitos e saques utilizando outras redes, e alguns permitem até interoperabilidade.

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Quanto mais a Ethereum demorar para implementar o ETH 2.0, menor será a necessidade e impacto dessa solução.

Desconfiança pela falta de entrega

Uma das maiores críticas ao Bitcoin sempre foi a demora para implementar mudanças, enquanto a filosofia do Ethereum é “mova-se rápido e quebre coisas”. No entanto, faz quatro anos que seu projeto de escalabilidade tenta sair do papel, e Vitalik Buterin admitiu recentemente que só deve sair no final de 2022.

A paciência dos fãs da criptomoeda pode ser longa, mas não daqueles institucionais que entraram durante o rally de 2021 — vide relatórios dos bancos Goldman Sachs e JP Morgan.

Mineradores de Ethereum vão criar concorrência

Se o ETH 2.0 seguir com o fim da mineração, previsto para o final de 2021, uma enxurrada de mineradores vão ficar livres para buscar (ou mesmo criar) redes competidoras. Este foi o principal motivo do rally de 350% na Ether Classic (ETC) no início de maio, embora já tenha devolvido tudo.

Não se sabe ainda qual será o maior beneficiado, porém é fato que os mineradores vão apoiar algum outro projeto. De qualquer forma, os holders de ETH devem tomar cuidado.

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Sobre o autor

Marcel Pechman atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Em 2017, se tornou trader e analista de criptomoedas. Maximalista convicto, assina também o canal no Youtube RadarBTC.

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