Imagem da matéria: Do US$ 1 milhão aos US$ 300 mil: o que aconteceu com o brasileiro que ficou milionário com Dogecoin
Glauber Contesso (Imagem: Reprodução/Instagram)

O brasileiro Glauber Contessoto, que há um ano foi parar até no The New York Times após mostrar ao mundo que havia conquistado seu primeiro milhão de dólares apostando em uma criptomoeda meme chamada a Dogecoin (DOGE), perdeu cerca de dois terços de sua fortuna.

Glauber havia prometido não vender a moeda por ao menos um ano, tal era a sua crença na valorização do ativo. Porém, o mercado derreteu, e com ele, parte de sua fortuna. No dia 25 de maio, ele postou um outro print de sua carteira: seu fundo de 3.905.100 doges havia evaporado para US$ 323 mil.

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Na ocasião, ele disse que a perda era de cerca de US$ 800 no dia e na semana US$ 9.700, acumulando no mês uma perda de US$ 300 mil. “Nos últimos três meses, caímos US$ 175 mil e a perda neste ano é de US$ 1 milhão”, disse Contessoto ao mostrar a tela. Seu lucro ainda era 139% sobre o investimento de US$ 250 mil feito em fevereiro de 2021.

Brasileiro chegou a ter R$ 11 milhões em Dogecoin

Contessoto fez seu investimento em DOGE quando a moeda já tinha valorizado cerca de 700% em pouco tempo — um aporte muito arriscado. Em abril de 2021, os tokens comprados por ele dois meses antes a US$ 0,045 passaram a valer US$ 0,40 e ele ficou milionário.

Ligou para sua mãe, inclusive, para contar a novidade, pois chegou a acumular na época R$ 11 milhões. Não bastasse, a moeda ainda deu um salto para US$ 0,68 no início de maio, quando a comunidade tentou levá-la, sem sucesso, ao patamar de US$ 1.

Desde então, mais especificamente do dia 16 de abril de 2021, um post fixo em sua conta no Twitter exibe o feito. “Acredito que sou o primeiro milionário de Dogecoin em 2021”. O texto está em inglês porque o brasileiro, de Maringá (PR), vive com a família nos EUA desde os seis anos.

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Virou influencer de criptos…

Mas o que contou em tudo isso foi a fé que o brasileiro depositou em uma criptomoeda vista por muitos como uma ‘shitcoin’ — um termo em inglês usado para uma moeda sem fundamentos — fazendo dele celebridade na comunidade Doge.

No Twitter, por exemplo, Contessoto tem 220 mil seguidores; no Youtube, seu canal tem 112 mil inscritos. Além disso, ele mantém um perfil no Instagram com 20 mil seguidores.

No Youtube, Contessoto passou a publicar vídeos com títulos chamativos sobre sua cripto favorita, como “Eu estava errado sobre a Dogecoin?” e também sobre outros projetos meme. Até sobre a Terra (LUNA) ele fez um vídeo: “Você deveria comprar Luna agora?”.

Carteira de DOGE de Glauber Contessoto mostrada em vídeo no Youtube no dia 25 de maio de 2022 (Imagem: Reprodução)

… e tem até patrocinador

O brasileiro supostamente também recebe uma grana extra, de um patrocinador no seu canal para lá de harmônico, um produto chamado “DogeCard”. E este parece ser seu principal anunciante, pois em seus vídeos no Youtube a propaganda é logo de início. No Twitter, ele também o divulga com frequência.

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Trata-se de um cartão que recompensa seu uso em dogecoins, como um cashback. O cartão, segundo informações no site da empresa, é emitido por uma fintech chamada ‘Evolve Bank and Trust’.

O brasiliero também tem uma loja online, ‘The Dogecoin Millionaire’, onde vende camisetas, bonés e moletons com o tema Doge e figuras conhecidas como a do foguetinho ‘to the moon’.

Os produtos são vendidos nas faixas entre US$ 15 e US$ 65. Uma plataforma de investimentos chamada ‘WeBull!’ também faz parte do merchandising em seu canal.

De olho no Ethereum e em NFTs

Atualmente, Contessoto parece firme em sua aposta de longo prazo e querendo mais. Na madrugada de sexta, inclusive, tuitou: “Estou planejando comprar US$ 10.000 em Ethereum — vocês acham que vai cair mais ou devo comprar agora?”. Em outras publicações, comenta sobre NFTs.

Sobre a queda geral no mercado cripto, o brasileiro acredita que ainda assim a Dogecoin ainda se sai bem diante de outros investimentos.

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“A única coisa que me faz sentir bem com essa queda do Dogecoin é o fato de que não apenas todo o mercado de criptomoedas está em baixa, mas também o mercado de ações  — toda a economia está em baixa e o Doge ainda está acima do que era no início do ano passado, ao contrário muitas outras criptomoedas”.

Prometeu holdar Dogecoin

Na época em que apostou na Dogecoin, Contessoto, que mora nos EUA, virou capa do caderno de negócios do jornal The New York Times, provavelmente pela coragem de ter posto tudo o que tinha um mercado extremamente volátil.

O brasileiro afirmou — e prometeu para a comunidade Doge — que manteria os ativos por um ano, ou seja, até abril passado, quando iria sacar 10% da fortuna, o que pode explicar os atuais 3,9 milhões de doges e não os cerca de não 5 milhões iniciais.

Em junho, contudo, já com perdas beirando a casa dos US$ 200 mil, Contessoto encorajava os holders de Doge no Twitter: “IF I CAN HODL YOU CAN HODL!!!” (se eu posso segurar, você também pode).

Na época, ele fazia as contas de quanto o Doge precisava subir para ele alcançar a casa de US$ 1 milhão novamente, ou seja, deixou de ser um milionário.

Em outubro, Contessoto foi agraciado com um comentário do homem mais rico do mundo na atualidade, o empresário e defensor da Dogecoin Elon Musk.

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“Muitas pessoas com quem conversei nas linhas de produção da Tesla ou construindo foguetes na SpaceX possuem Doge. Eles não são especialistas em finanças ou tecnólogos do Vale do Silício. É por isso que decidi apoiar Doge: parecia a criptomoeda do povo”, escreveu Musk.

O Portal do Bitcoin tentou falar com Glauber para saber mais sobre seus investimentos e seu dia a dia, mas ele não retornou até a publicação deste texto.

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