Não recomendamos investimento em bitcoin e ouro, diz Goldman Sachs a clientes

Banco americano também acha que não terá inflação nos EUA e que o dólar vai permanecer forte

Não recomendamos investimento em bitcoin e ouro, diz Goldman Sachs a clientes
Para o Goldman Sachs, bitcoin não é nem moeda nem ativo (Foto: Shutterstock)


Quem esperava que uma das mais tradicionais instituições financeiras do mundo se dobrasse ao mercado de criptomoedas, achou errado. Em uma reunião para clientes que ocorreu nesta quarta-feira (27), para debater inflação, ouro e bitcoin, o Goldman Sachs apresentou uma perspectiva negativa e se opôs ao investimento.

O Portal do Bitcoin teve acesso a todos os slides da apresentação. As conclusões são diretas: “Não recomendamos o bitcoin de maneira estratégica ou tática para os portfólios de investimento dos clientes, mesmo que a volatilidade possa ser boa para traders”.

Além disso, o banco americano também disse que o ouro deveria ficar de fora da carteira.

A lógica por trás da conclusão se deve ao cenário projetado da economia dos Estados Unidos. Para o Goldman Sachs, a crise atingiu o fundo do poço mas não se trata de uma depressão. Outro ponto relevante é descrença em uma futura inflação.

“As medidas de política fiscal e monetária foram projetadas para compensar os choques de demanda e de liquidez e não ser inflacionário”, diz o texto.

Por fim, o banco diz não acreditar que o dólar vai perder o seu valor.

Em outro momento, o relatório (leia ele aqui) diz também que o bitcoin não é uma classe de ativos. “Acreditamos que um título cuja valorização depende principalmente de alguém estar disposto a pagar um preço mais alto por ele não é um investimento adequado para nossos clientes”.



Para completar, também há um componente de crítica às operações dos chamados fundos hedge que seriam atraídos pelas criptomoedas por causa da volatilidade: Mas para o banco, “esse fascínio não constitui uma lógica viável de investimento”.

Bancos e Bitcoin

O relatório do Goldman Sachs vai de encontro ao que parecia ser o início de uma tendência pró-bitcoin em Wall Street.

Isso porque recentemente o maior banco dos EUA, JPMorgan Chase, abriu as portas para exchanges de criptomoedas. A decisão foi significativa para um setor que luta para manter relacionamentos bancários há anos.

Outro ponto a observar foi um relatório recente do bilionário americano Paul Tudor Jones onde recomendou o Bitcoin como reserva de valor diante da atual situação de instabilidade econômica global.


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