Imagem da matéria: Na Câmara, deputado cita NegocieCoins: “Golpe em mais de 20 mil clientes”
Júnior Bozzela durante discurso (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Júnior Bozzella (PSL/SP) citou a NegocieCoins quando falava de golpes com criptomoedas na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (14). A plenária era da Comissão Especial que trata do Projeto de Lei 2.303/15. O PL visa regular as criptomoedas como espécie de arranjo de pagamento a ser fiscalizado pelo Banco Central.

Conforme um vídeo, compartilhado na página do deputado no Facebook, o parlamentar comentava sobre uma série de casos que trouxeram prejuízos a investidores causados por “grandes bancos de criptomoedas”.

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Ele citou, então, a NegocieCoins, corretora de criptomoedas do grupo Bitcoin Banco que está com os saques dos clientes travados quase três meses.

“A NegocieCoins, se não me engano, que deu aí um golpe em mais de 20 mil clientes”, disse ele quando falava de um novo requerimento que vai elaborar, acrescentando depois:

“Um mercado que é altamente perigoso por causa do golpe até agora recentemente como citei da Negociecoins que tomou aí milhões e milhões de reais de diversos investidores”, disse.

Caso NegocieCoins

A assessoria de Júnior Bozzella disse que o parlamentar tem acompanhado vários assuntos sobre criptomoedas. “Ele leu várias matérias, inclusive da Folha”.

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Na verdade, a cobertura do caso da NegocieCoins pela grande mídia aconteceu quase três meses do problema começar.

No domingo (11), a Folha de S. Paulo, deu a primeira matéria na grande imprensa com título: “Grupo que negocia criptomoeda é alvo de 200 processos com cobrança milionária”. O jornal destacou a falta de fundos da NegocieCoins para ressarcir os clientes.

O Valor Econômico também noticiou os problemas da empresa com a reportagem: “Cliente do GBB está há dois meses com conta bloqueada”.

O jornal ressaltou que o Bitcoin Banco está há mais de dois meses (na verdade, são quase três meses) sem apresentar uma solução a seus milhares de clientes que não conseguem sacar nem reais nem criptomoedas.

Destacou, também, a velocidade na multiplicação de processos contra a empresa de Cláudio Oliveira “que até maio se promovia como o ‘rei do bitcoin’”.

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Deputado quer ouvir hackers

O fato é que, no início da semana, o deputado havia apresentado à Comissão um requerimento que pedia a presença do jornalista Glenn Greenwald, editor do Site The Intercept, para falar sobre compra de informações por meio de bitcoin e criptomoedas.

No entanto, o requerimento foi retirado de pauta. Segundo a assessoria do deputado, provavelmente na próxima semana ele deve registrar outros dois requerimentos.

Um deles provavelmente será para pedir a presença da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) e o outro para solicitar a presença dos hackers que supostamente invadiram o celular do ministro Sérgio Moro.

Contudo, segundo a assessoria, por eles estarem presos, o requerimento vai exigir uma avaliação mais apurada por conta da condição.

“Ele (o deputado) pretende convidar os hackers, mas os hackers estão presos. Então a gente ainda está avaliando isso”, disse a assessoria do deputado por telefone ao Portal do Bitcoin nesta sexta-feira (16).

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Crise do Bitcoin Banco

Desde o dia 17 de maio que o Bitcoin Banco vem segurando os saques de clientes. A empresa afirmou que a crise ocorreu devido a uma invasão hacker, que gerou R$ 50 milhões de prejuízo.

O GBB disse por meio de seu presidente à época, Cláudio Oliveira, que alguns clientes mal-intencionados teriam efetuado saques duplos. A empresa chegou a levar o caso à polícia.

Conforme o colunista d’O Globo, Lauro Jardim, em reportagem na quinta-feira (15), Claudio Oliveira, fundador do Bitcoin Banco, comprou passagem para ir para Suíça na quarta-feira (21).


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