Investidor olhando para telas
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As criptomoedas mais negociadas operam em terreno negativo na manhã desta segunda-feira (11), enquanto os índices futuros dos EUA e bolsas europeias sobem em meio ao otimismo sobre uma recuperação da China e expectativa de recuo da inflação na economia americana. 

Nesta semana, o cenário macroeconômico deve ser foco de investidores de ativos de risco, como criptomoedas e ações, com a divulgação de dados-chave para a política monetária global. Na quarta-feira (13), traders acompanham a divulgação dos preços ao consumidor nos EUA, o chamado CPI, e na quinta, a decisão de juros do Banco Central Europeu.

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O Bitcoin (BTC) tem leve queda de 0,6% nas últimas 24 horas, para US$ 25.674,25, segundo dados do Coingecko.   

Em reais, o BTC recua 0,36%, negociado a R$ 129.387,56, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) acelera as perdas, em baixa de 2%, cotado a US$ 1.593,41.  

ETFs de Bitcoin e Ethereum 

Apesar do fraco desempenho nesta segunda, investidores parecem otimistas quanto à aprovação de um fundo de índice (ETF) à vista de Ethereum, após os pedidos das gestoras Ark Invest e VanEck para lançar o produto nos EUA, embora a decisão ainda esteja longe, na visão de especialistas. 

“Assim como o ETF spot de Bitcoin, não imaginamos que esses vão sair este ano. O cenário mais provável é que esses fundos sejam aprovados no primeiro trimestre do ano que vem, sendo que o ETF à vista de Bitcoin deve sair antes, porque os pedidos foram feitos primeiro”, disse ao Valor Rony Szuster, analista do MB. 

Um sinal de otimismo de traders é o desconto do fundo Grayscale Ethereum Trust (ETHE) em relação ao valor dos ativos, que encolheu para o menor nível em um ano, segundo o CoinDesk

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Ao mesmo tempo, a possível aprovação de fundos de índice à vista de Bitcoin e Ethereum pode ameaçar o mercado de ETFs cripto atrelados a contratos futuros, mostra análise da Bloomberg, destacando que os produtos “spot” podem acompanhar os preços das criptomoedas mais de perto e com custos menores. 

XRP está entre as principais baixas nesta segunda e mergulha 4% nas últimas 24 horas. A SEC, que trava uma disputa com a Ripple, insiste que tem direito a recorrer da decisão judicial que deu uma vitória parcial à emissora do token, que é considerado valor mobiliário pela agência reguladora.  

Essa visão foi contestada em parte por um tribunal, que considerou a criptomoeda valor mobiliário apenas em ofertas a investidores institucionais. 

A Ripple também é destaque após fechar um acordo para a compra da empresa de custódia cripto Fortress Trust. Mas informações do The Block apontam que a aquisição teria sido acelerada depois de um incidente de segurança que levou à perda de fundos de clientes da Fortress Trust como parte do negócio.  

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Outras altcoins registram perdas nesta segunda, entre elas BNB (-1,6%), Dogecoin (-1,5%), Cardano (-2,5%), Solana (-2,7%), Polkadot (-3,1%), Polygon (-3%), Shiba Inu (-0,5%) e Avalanche (-3,2%). 

FTX processa LayerZero 

A FTX entrou com uma ação judicial contra o protocolo cross-chain LayerZero Labs para tentar recuperar fundos que teriam sido sacados ilegalmente antes de a exchange cripto de Sam Bankman-Fried colapsar em novembro passado, informou o Cointelegraph

O caso remonta a transações feitas de janeiro a maio de 2022 entre a Alameda Ventures – o braço de capital de risco da Alameda Research, afiliada da FTX – e o LayerZero. 

O processo tem como foco um acordo que permitiu à Alameda Research vender de volta uma participação de 5% no LayerZero, no valor de US$ 150 milhões. Em troca, o LayerZero perdoou um empréstimo de US$ 45 milhões que havia concedido à Alameda. O processo alega que, como a FTX já estava insolvente na época, as transações constituem fraude e deveriam ser revertidas, conforme o The Block

Além do cancelamento do acordo, o processo busca recuperar fundos retirados dias antes do pedido de recuperação judicial da FTX, incluindo aproximadamente US$ 21,37 milhões do LayerZero Labs, bem como US$ 13,07 milhões de Ari Litan, ex-diretor de operações, e US$ 6,65 milhões de uma subsidiária, a Skip & Goose. 

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Bryan Pellegrino, cofundador e CEO do LayerZero Labs, rebateu as acusações: “Em relação ao processo da FTX, toda a ação está repleta de alegações infundadas”, disse o executivo no X. Ele afirmou que o LayerZero Labs teria buscado resolver a questão da propriedade de suas ações com os novos administradores da FTX por quase um ano, mas foi ignorado. 

E em mais revelações sobre a derrocada da FTX, a exchange teria pagado centenas de milhares de dólares em acordos de patrocínio e marketing a celebridades. 

De acordo com documentos judiciais, a corretora cripto desembolsou quase US$ 750 mil para Shaquille O’Neal, ex-estrela da NBA, US$ 308 mil à tenista Naomi Osaka, e perto de US$ 271 mil a David Ortiz, ex-jogador do time de beisebol Boston Red Sox. 

Enquanto isso, promotores dos EUA e advogados de Bankman-Fried continuam a discordar sobre os recursos disponíveis para o ex-CEO preparar sua defesa na prisão até o julgamento em outubro. 

Outros destaques das criptomoedas  

O Grupo GCB busca obter uma licença de “crowdfunding” na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e fazer tokenização de recebíveis, de acordo com o Valor Econômico. A meta do GCB é oferecer ao mercado os primeiros tokens do tipo seguindo as normas regulatórias no Brasil. “A ideia é começar lançando tokens de duplicatas. Já temos as duplicatas registradas na Cerc, e agora vamos registrá-las em blockchain prestando todas as informações à CVM”, contou ao jornal Gustavo Blasco, fundador e CEO do GCB. 

A rede social X (ex-Twitter) foi alvo de vários golpes envolvendo criptomoedas neste fim de semana. Além da invasão da conta do cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, que resultou no roubo de R$ 3,5 milhões, golpistas também anunciaram no X uma distribuição falsa de um token chamado GBTC, o símbolo do maior fundo de Bitcoin do mundo, segundo o CoinDesk

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Posts publicados na quinta (7) e na sexta-feira (8) diziam que US$ 25 milhões em tokens GBTC seriam distribuídos para pessoas que visitassem um site mencionado na publicação. Apesar de possuir o selo azul de verificação, a conta que fez essas promessas, @Grayscale_FND, não tem nada a ver com a gestora Grayscale, que administra o GBTC, segundo confirmado por um porta-voz da empresa ao CoinDesk. 

Ao que parece, criminosos estão dispostos a pagar os US$ 8 mensais cobrados pelo X para a obtenção do selo de segurança, o que tem facilitado golpes envolvendo criptos, como também foi o caso de uma notícia falsa de que a gigante BlackRock teria planos de comprar a Voyager Digital, impulsionando o token VGX em 8%. 

No mercado de tokens não fungíveis (NFTs), a Glass, uma startup financiada por capital de risco que buscava monetizar vídeos NFT, anunciou a suspensão do projeto após dois anos. Na sexta-feira (8), os cofundadores Sam Sends e Varun Iye disseram que “encerrarão o desenvolvimento ativo” do Glass Protocol depois de chegar à conclusão de que a demanda por NFTs de vídeo digital negociáveis era muito baixa para levar o projeto adiante. O site, o protocolo e os NFTs permanecerão operacionais e armazenados com segurança, de acordo com o post.  

Já a Binance informou que vai encerrar o suporte à rede Polygon em seu mercado de NFTs. A maior exchange cripto do mundo disse que a decisão faz parte dos “esforços contínuos para agilizar as ofertas de produtos no Binance NFT Marketplace”. A corretora não respondeu a um pedido de comentário do Decrypt. A notícia segue comentários do CEO da Binance, Changepeng ‘CZ’ Zhao, negando rumores sobre o impacto da saída de executivos da empresa ou sobre o cancelamento de projetos. 

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