Mão com luva preta subtraindo carteira de bolso traseiro de calça masculina
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As principais criptomoedas são negociadas em terreno negativo nesta quinta-feira (3), em dia de nervosismo nos mercados acionários globais diante da onda de vendedora de títulos do governo americano e da decisão do Banco da Inglaterra, que outra vez deve subir a taxa básica de juros. 

O Bitcoin (BTC) tem queda de 1,2% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 29.078,45, segundo dados do Coingecko.  

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Em reais, o BTC recua 1,3%, para R$ 140.514,33, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) registra baixa de 1,4%, negociado a US$ 1.831,83.  

As altcoins também aceleram as perdas nesta quinta, entre elas BNB (-2,5%), XRP (-4,7%), Dogecoin (-4,6%), Cardano (-3,9%), Solana (-3,8%), Polkadot (-2,8%), Polygon (-2,7%), Shiba Inu (-1,1%) e Avalanche (-2%).  

Litecoin (LTC) recua 5,5% depois de a rede do token minerar o bloco número 2.520.000, com metade do subsídio do bloco anterior, concluindo assim o evento quadrienal conhecido como “halving” — o terceiro da história da criptomoeda. 

Bitcoin hoje 

O Bitcoin operou em zigue-zague na quarta-feira (2), primeiro impulsionado pelos planos da MicroStrategy de aumentar suas reservas da criptomoeda, mas depois pressionado por mais notícias negativas para a Binance. 

A maior corretora de criptomoedas do mundo pode ter entrado na mira do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e ser acusada de fraude, segundo informações do site de notícias Semafor. De acordo com a reportagem, a promotoria americana avalia aplicar multas por “comportamento criminoso” como alternativa a um processo judicial. 

Isso porque promotores dos EUA temem que uma acusação contra a Binance possa desencadear uma corrida bancária na exchange, “fazendo com que os consumidores percam seu dinheiro e potencialmente gerando pânico nos mercados cripto”. 

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O BTC chegou a mergulhar abaixo de US$ 29 mil após a notícia, mas traders agora parecem focados em aguardar novidades sobre os fundos de índice (ETFs) à vista de Bitcoin para guiar as estratégias. 

Em e-mail ao CoinDesk, Jeff Feng, cofundador da Sei Labs, destacou que a enxurrada de notícias recentes, incluindo vários pedidos de ETFs spot de Bitcoin, pode levar a oscilações de preços ainda maiores. 

Além dos ETFs de Bitcoin à vista, seis gestoras de ativos também correm para registrar pedidos de fundos de índice de futuros de Ethereum, pois a SEC, a CVM dos EUA, estaria pronta para revistar a documentação, disseram pessoas com conhecimento do assunto ao Wall Street Journal. A SEC não comentou. 

À parte dos ETFs, o desempenho da economia dos EUA, cuja nota de crédito foi recentemente rebaixada, também deve ser chave para a cotação do Bitcoin nos próximos meses. 

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Em entrevista à Bloomberg, Zach Pandl, recém-nomeado diretor-gerente de pesquisa da provedora de fundos cripto Grayscale Investments, disse que um “pouso suave” da economia americana, isto é, a possibilidade de evitar uma forte recessão apesar do aperto monetário, poderia puxar um rali do Bitcoin este ano. 

Temporada de balanços 

Na atual temporada de balanços em Wall Street, a plataforma de negociação online Robinhood surpreendeu ao divulgar o primeiro lucro trimestral como companhia aberta, mas o número de usuários ativos encolheu, juntamente com a receita com trading cripto, que caiu 47% na comparação anual. 

Investidores tampouco gostaram dos resultados do PayPal, cuja margem operacional ficou abaixo das expectativas. 

Hoje quem divulga balanço é a Coinbase, maior corretora cripto dos EUA. Analistas esperam mudanças nas fontes de receita da empresa, de acordo com o Decrypt

Em outro destaque, a HashKey Exchange recebeu a primeira licença sob o novo regime cripto de Hong Kong, que pretende transformar a cidade em um hub global para ativos digitais. 

A HashKey poderá “expandir seu escopo de negócios de atender investidores profissionais a usuários de varejo” depois de receber uma atualização de suas licenças existentes, informou a empresa em comunicado publicado pela Bloomberg

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Outros destaques das criptomoedas  

Em processo aberto no tribunal estadual de São Francisco nesta semana, o empresário Joel Dietz acusou a Consensys de “roubar” sua ideia para a criação da MetaMask, a carteira cripto mais importante baseada na blockchain Ethereum. Segundo reportagem do CoinDesk, Dietz alega que a empresa nunca lhe deu crédito. 

A MetaMask é a carteira de criptomoedas mais usada no mundo e o principal ativo da Consensys, controlada pelo cofundador da Ethereum Joseph Lubin e avaliada pela última vez em US$ 7 bilhões no início de 2022. A MetaMask foi criada em 2016 pelos funcionários da Consensys, Aaron Davis e Dan Finlay, de acordo com a companhia, que classificou as acusações como “frívolas” e se dispôs a refutá-las nos tribunais. 

A unidade da plataforma de investimento social eToro na Austrália foi processada pela agência reguladora de valores mobiliários do país por supostas violações de “obrigações de design e distribuição e das obrigações de licença da eToro para agir de forma eficiente, honesta e justa”, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (3).  

O produto da eToro na mira da agência ASIC constitui um contrato de derivativo alavancado que permite a um cliente especular com as variações de valor de um ativo subjacente, como criptomoedas. A plataforma disse que está avaliando a medida e que não há impacto sobre os serviços da eToro na Austrália e tampouco nas operações globais da empresa. 

A Worldcoin planeja expandir suas operações para inscrever mais usuários globalmente e pretende permitir que companhias e governos usem sua tecnologia de varredura de íris e verificação de identidade, disse à Reuters Ricardo Macieira, gerente-geral para a Europa da Tools For Humanity, a empresa com sede em São Francisco e Berlim por trás do projeto. 

Cofundada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, a Worldcoin foi lançada na semana passada sob a exigência de que usuários façam uma varredura da íris em troca de uma identificação digital e, em alguns países, de uma criptomoeda gratuita como parte dos planos para criar uma “identidade e rede financeira”. 

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