Imagem da matéria: Manhã Cripto: Braiscompany manteve empresa de fachada no Reino Unido; Solana retoma operações após pane e Bitget faz nova aposta no Brasil 
Antônio Neto Ais, lider da Braiscompany (Foto: Reprodução/Instagram)

As criptomoedas começam a segunda-feira (27) sem um rumo definido, enquanto os índices futuros apontam uma abertura em baixa das bolsas nos EUA após um indicador mostrar que a inflação ainda segue acelerada na maior economia do mundo. 

Nas últimas 24 horas, o Bitcoin (BTC) opera em leve alta de 0,6%, cotado a US$ 23.395,39. Em reais, o BTC sobe 0,5%, negociado a R$ 121.806,67, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB). 

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Já o Ethereum (ETH) avança 2,1%, para US$ 1.637,83, segundo dados do Coingecko.  

As principais altcoins são negociadas entre perdas e ganhos, entre elas BNB (+0,5%), XRP (-1,3%), Cardano (-0,4%), Polygon (-1,8%), Dogecoin (-0,5%), Polkadot (-0,4%), Shiba Inu (+1,7%) e Avalanche (-0,3%). 

Pane na Solana 

SOL, token nativo da rede Solana, cai 0,7% nas últimas 24 horas. O protocolo saiu do ar duas vezes durante o fim de semana, congelando as transações.

Os operadores de infraestrutura na rede Solana correram para corrigir os problemas enfrentados pela blockchain no início do sábado (25), depois que um problema técnico limitou a capacidade dos usuários de negociar criptomoedas, transferir ativos ou fazer qualquer operação na rede. 

A blockchain começou a “bifurcar” (criando versões conflitantes de seu histórico de transações) por volta das 00:53, no horário de Nova York, de acordo com o servidor Discord de Solana.  

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A Fundação Solana diz que uma investigação está em andamento sobre a causa do incidente, segundo o CoinDesk. Os dados iniciais apontam para diferentes questões, incluindo a teoria de um “bloco gordo” que teria bloqueado a mecânica da blockchain Solana. No entanto, a equipe está fazendo um mergulho profundo para descobrir o principal motivo. 

Crise da Braiscompany 

Advogados de vítimas da Braiscompany, empresa acusada de criar uma pirâmide financeira por meio de um serviço de aluguel de criptomoedas, apuraram que a subsidiária britânica do mesmo grupo, a Metaverso Capital Group UK, é uma firma de fachada, conforme o jornal O Globo.  

Em resposta a uma consulta de Artêmio Picanço e Matheus Puppe, ambos defensores de clientes afetados, a Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) informou que a Metaverso e Braiscompany Soluções Digitais e Treinamento jamais foram autorizadas a operar em território britânico, “sendo talvez empresas fraudulentas”. 

A 4ª Vara Federal de Campina Grande (PB) autorizou na sexta-feira (24) que a Superintendência da Polícia Federal na Paraíba solicite a inclusão dos nomes dos líderes foragidos da Braiscompany na lista de procurados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. A Polícia Federal também divulgou no sábado (25) um formulário para vítimas da Braiscompany prestarem informações e auxiliarem na investigação. 

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Em artigo no Portal do Bitcoin, Ana Paula Rabello, contadora, perita judicial e especialista em Imposto de Renda, destaca que, na crise causada pela Braiscompany, quem paga a conta “são os investidores que perderam tudo, os mesmos que pagam impostos para terem, em tese, os reguladores e autoridades trabalhando”, apesar dos vários sinais de irregularidades praticadas pela empresa. 

Venda da Voyager 

Nos EUA, autoridades do Texas reforçaram sua objeção a um acordo proposto entre a colapsada exchange de criptomoedas Voyager Digital e a Binance.US, de acordo com documentos apresentados no tribunal de falências de Nova York na sexta-feira (24). 

Na sequência de uma objeção anterior, os advogados que representam o Texas State Securities Board e o Texas Department of Banking citaram divulgações “inadequadas” sobre os termos de uso da Binance.US como uma área de preocupação, segundo a Bloomberg.  

É a mais recente de uma série de objeções de reguladores dos EUA que se opõem ao plano da Voyager de vender ativos para a Binance.US em uma transação avaliada anteriormente em US$ 1 bilhão. 

Negociação de créditos 

A Open Exchange, uma nova plataforma para negociar dívida de empresas de criptomoedas insolventes, disse que recebeu pedidos de investidores que buscam negociar créditos que superam US$ 5 bilhões, informou o Wall Street Journal.  

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A corretora, com sede em Dubai, também conhecida como OPNX, começou a aceitar inscrições há duas semanas. A OPNX foi lançada pelos fundadores do hedge fund cripto Three Arrows Capital, que colapsou no ano passado, e pelos fundadores da exchange de ativos digitais CoinFLEX, que está em reestruturação. A CoinFLEX também está exigindo a devolução de US$ 4,3 milhões em tokens FLEX emprestados em mãos da Blockchain.com, de acordo com documento visto pelo Decrypt. 

Outros destaques das criptomoedas  

A Bitget, nona maior corretora de criptoativos do mundo, aposta nos assessores de investimento, antes conhecidos como agentes autônomos, para crescer no Brasil, segundo reportagem do Valor Econômico. A exchange cripto negocia acordos com quatro escritórios para distribuir ativos digitais aos clientes. A Bitget está de olho em cerca de 4 mil profissionais considerados independentes e que não estão vinculados a corretoras, como XP e BTG Digital.  

No Japão, o cofundador da BitFlyer Holdings, Yuzo Kano, planeja se restabelecer como CEO da maior exchange cripto do país e prepará-la para uma oferta pública inicial, buscando encerrar uma disputa com a atual administração e outros acionistas sobre o controle da startup, informou a Bloomberg. 

Uma iniciativa da Índia para regulamentar os criptoativos ganhou apoio do Fundo Monetário Internacional e dos EUA no sábado (25), quando ministros das Finanças do G20 encerraram dois dias de negociações. A base da regulamentação cripto global será apresentada em um novo estudo de síntese, produzido em conjunto pelo (FMI) e pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), conforme o CoinDesk. O ministério das Finanças da Índia, que preside atualmente o G20, realizou um seminário com os estados membros do grupo para discutir como chegar a um marco comum. 

Em entrevista à Reuters à margem da reunião do G20 em Bengaluru, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse ser “crítico” estabelecer um forte marco regulatório, mas acrescentou que o governo americano não sugeriu um banimento total das criptomoedas de emissores privados, opção que não foi descartada pela diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva. 

A Platypus Finance, um protocolo de finanças descentralizadas da rede Avalanche, anunciou que a Polícia Nacional da França prendeu duas pessoas suspeitas de um ataque hacker, de acordo com o The Block. O projeto ajudou as autoridades francesas a rastrearem a identidade dos invasores até uma conta da Binance, verificada pela regra conheça seu cliente (KYC), que estava sendo usada na tentativa de sacar os fundos roubados. Em 16 de fevereiro, os hackers roubaram quase US$ 9,1 milhões em criptomoedas da Platypus. Desde então, esforços de recuperação estão em andamento. 

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Enquanto isso, a exchange descentralizada Mango Markets anunciou dois novos recursos antes do lançamento da versão 4, com foco na mitigação de ameaças imediatas à segurança, segundo o CoinDesk. A Mango está offline desde que sofreu uma invasão em outubro que resultou num rombo de US$ 114 milhões depois que seus oráculos de preços foram manipulados. Na tentativa de evitar outro ataque, a Mango vai impor novos limites à carteira de assinatura múltipla, o que permitirá aos desenvolvedores responder a “dinâmicas imprevistas do mercado” e a quaisquer vulnerabilidades no código do programa. 

A Nokia aposta no metaverso para garantir sua expansão no segmento corporativo. A ideia da fabricante de equipamentos de telecomunicações e celulares finlandesa é focar seus esforços comerciais nas aplicações industriais do mundo virtual, disse ao Valor o diretor de Estratégia e Tecnologia da Nokia, Nishant Batra, que participa do Mobile World Congress (MWC), que começa nesta segunda (27) em Barcelona. 

Os royalties de criadores têm ficado em segundo plano no segmento de tokens não fungíveis (NFTs) em meio à batalha por usuários. O marketplace OpenSea recentemente reduziu as taxas em resposta ao novo rival Blur, que avançou em termos de volume de negociação em NFTs, em parte zerando taxas de negociação e sem garantir royalties a criadores. 

Mas o presidente do conselho da Animoca Brands, Yat Siu, alertou em entrevista ao Decrypt que esses royalties fornecem um fluxo contínuo de receita para os projetos de NFTs, além das vendas iniciais, acrescentando que essa disputa por participação de mercado tem prejudicado os criadores. 

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