Imagem da matéria: Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) segura os US$ 63 mil após maior queda diária desde colapso da FTX
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Bitcoin e Ethereum reduzem o ritmo de perdas nesta “superquarta”, dia de decisão de juros no Brasil e nos EUA. Traders de ações e de ativos digitais acompanham de perto a reunião de política monetária do Federal Reserve, em busca de pistas sobre o rumo da taxa básica na maior economia do mundo.

A menor demanda por fundos com exposição direta ao BTC e a percepção de que um ETF de Ethereum à vista vai demorar para chegar ao mercado pesam sobre as dois maiores criptomoedas.

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Bitcoin chegou a cair 8% na terça-feira (19), abaixo de US$ 62 mil, na maior queda intradiária desde 9 de novembro de 2022, quando recuou 14% com o colapso da FTX, mostram dados da TradingView.

Nas últimas 24 horas, o BTC opera estável, cotado a US$ 63.037,33, segundo dados do Coingecko.   

Em reais, o BTC perde 0,9%, negociado a R$ 320.115,14, de acordo com o Índice do Preço do Bitcoin (IPB). 

Ethereum (ETH) anda de lado, a US$ 3.216,78. A SEC, a CVM dos EUA, adiou a decisão sobre o pedido de lançamento de ETFs de Ethereum à vista pela Hashdex e Ark 21Shares.

Algumas altcoins também ensaiam uma recuperação após o tombo, entre elas BNB (+4,1%), XRP (+2,1%), Solana (-2,3%), Cardano (-0,3%), Dogecoin (+4,3%), TRON (-0,5%), Chainlink (+1,5%), Avalanche (-6%), Polkadot (+2,2%), Polygon (+4,2%) e Shiba Inu (+1,8%).

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Bitcoin hoje

Após o volume recorde de resgates do fundo de índice (ETF) da Grayscale na segunda-feira (18), investidores deram continuidade aos saques na terça, quando foram registrados US$ 326 milhões em saídas líquidas dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, outro recorde, e menor demanda pelos produtos rivais da Fidelity e BlackRock, mostram dados da Bloomberg.

O Bitcoin já recuou 15% em relação à máxima de US$ 73,5 mil alcançada na semana passada, segundo cálculos do CoinDesk.

Além dos resgates em ETFs, o economista e trader Alex Kruger destaca outros fatores que explicam o mergulho da maior criptomoeda.

“Razões para o ‘crash’, em ordem de importância: #1 Alavancagem excessiva (financiamento é importante). #2 ETH conduzindo o mercado para baixo (o mercado decidiu que o ETF não seria aprovado). #3 Entradas negativas nos ETFs de BTC (..). # 4 ‘Solana shitcoin mania’ (foi longe demais)”, disse Kruger no X.

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 A MicroStrategy, que agora possui 1% de toda a oferta de Bitcoin, também foi atingida pela sangria. As ações da empresa de software despencaram 16% na segunda-feira (18), mais de dez vezes a queda do BTC, e caíram 5,7% na terça, acompanhando as perdas do token.

Com o interesse por ETFs cripto em baixa nos EUA, a Galaxy Digital pretende lançar, em acordo com a gestora DWS, produtos de ativos digitais negociados em bolsa (ETPs) na Europa “em questão de semanas”, disse Leon Marshall, CEO das operações europeias da Galaxy, durante evento em Londres.

BlackRock prepara fundo em parceria com tokenizadora

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, planeja lançar um fundo de investimento em parceria com a empresa de tokenização de ativos Securitize.

pedido de registro da gestora foi encaminhado à SEC na última quinta-feira (14). De acordo com o documento, o produto “BlackRock USD Institutional Digital Liquidity Fund” exigirá que investidores externos depositem um mínimo de US$ 100  mil.

O documento não revela o tipo de ativos do fundo, mas, segundo o CoinDesk, a presença da Securitize sugere que o produto pode estar relacionado à tokenização de ativos do mundo real, ou RWA, na sigla em inglês.

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Promotores têm visão de punição ‘medieval’, dizem advogados de Bankman-Fried

Advogados do fundador da exchange cripto FTX, Sam Bankman-Fried, enviaram uma carta ao juiz distrital Lewis Kaplan na terça-feira (19), contestando a proposta de sentença do Departamento de Justiça dos EUA na semana passada.

“Com acentuada hostilidade, o memorando distorce a realidade para apoiar sua preciosa narrativa de ‘perda’ e classifica Sam como um supervilão depravado; atribui a ele motivos sombrios e megalomaníacos que vão contra o histórico; faz profecias apocalípticas de reincidência; e adota uma visão medieval de punição para chegar ao que equivale a uma recomendação de sentença de morte na prisão”, segundo o documento.

Na semana passada, promotores dos EUA pediram uma pena de 40 a 50 anos de prisão para o ex-CEO da FTX, empresa que pediu recuperação judicial no fim de 2022. “Isso não é justiça”, disse a equipe de defesa de Bankman-Fried no documento ao tribunal.

E a Genesis, outra empresa em recuperação judicial, fechou um acordo com a SEC para pagar US$ 21 milhões e arquivar o processo da reguladora, que acusou a plataforma de crédito cripto de vender valores mobiliários sem registro por meio do programa de renda passiva Earn, oferecido em parceria com a corretora Gemini.

Outros destaques desta quarta

Alexey Pertsev, desenvolvedor do Tornado Cash, o serviço de mistura de criptomoedas sancionado pelos EUA, teria lavado mais de US$ 1,2 bilhão em fundos ilegais, de acordo com indiciamento de promotores holandeses ao qual o DL News teve acesso. Pertsev, que deverá ser julgado em território holandês a partir de 26 de março, “adquiriu o hábito de cometer lavagem de dinheiro”, de acordo com o documento revelado na terça-feira (19), que identifica 36 transações ilícitas. Desde que foi preso em agosto de 2022, Pertsev nega ter violado as leis contra lavagem de dinheiro.

A Polygon Labs pagou US$ 4 milhões à rede de cafeterias Starbucks em 2022 como parte do acordo para desenvolver e hospedar o Starbucks Odyssey, um programa de fidelidade com tokens não fungíveis (NFTs) baseado na rede Polygon, disseram duas pessoas a par do assunto ao CoinDesk. Com o pagamento, outros três ecossistemas interessados em fechar uma parceria com o Starbucks foram excluídos da disputa, disse uma terceira pessoa. Na semana passada, gigante de cafeterias informou que vai encerrar v o programa Odyssey em 31 de março.

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“Valorizamos nosso relacionamento com a Polygon e suas contribuições ao Starbucks Odyssey”, afirmou uma representante do Starbucks, que não quis detalhar os valores da parceria comercial. Em resposta à reportagem, uma pessoa com conhecimento da abordagem atual da Polygon Labs disse que “grandes acordos chamativos desse tipo são um resquício do passado e da estratégia da liderança anterior”.

Mas em outro acordo de peso, a Polygon Labs e o Immutable, plataforma de games da web3, se uniram à empresa de venture capital King River Capital para lançar um fundo de investimento com foco em jogos blockchain, de acordo com comunicado. Embora recém-lançado, o Inevitable Games Fund (IGF), com US$ 100 milhões, já investiu em sete projetos, entre eles o jogo Guild of Guardians do próprio Immutable.

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