Imagem da matéria: Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) cai abaixo de US$ 29 mil; FTX anuncia plano de retorno e Facebook é condenado em processo no Brasil 
(Foto: Shutterstock)

O nervosismo causado pela invasão de hackers à plataforma Curve ainda traz perdas ao mercado de criptomoedas nesta terça-feira, 1º de agosto, diante do receio de maior turbulência entre os criptoativos, com as quedas lideradas por tokens de protocolos de crédito cripto. 

Na renda variável, o clima é de cautela nas bolsas globais, com uma série de resultados corporativos negativos e dados fracos da economia chinesa. 

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O Bitcoin (BTC), que havia se mostrou indiferente ao hack ocorrido no fim de semana, agora registra baixa de 1,4% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 28.944,57, segundo dados do Coingecko.  

Em reais, o BTC opera em queda de 1,5%, negociado a R$ 137.861,96, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) também sente a pressão e recua 1,9%, para US$ 1.832,03.  

As principais altcoins acompanham a desvalorização, entre elas XRP (-2%), Dogecoin (-2,8%), Cardano (-2,5%), Solana (-3,8%), Polkadot (-1,8%), Polygon (-2,8%), Shiba Inu (-0,8%) e Avalanche (-2,7%). BNB se descola pelo segundo dia e ainda avança 0,8%. 

Litecoin (LTC), cujo “halving” – processo que vai reduzir em 50% o ritmo de novas emissões da criptomoeda – está programado para amanhã (2), não escapa do mau humor dos traders e tem queda de 3,5% nas últimas 24 horas. 

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A Litecoin, também chamada de “prata digital”,  em referência ao Bitcoin, definido como “ouro digital” por parte do mercado, vai comemorar o evento com a venda de 500 cartões colecionáveis decorados com 50 gramas de prata e pré-carregados com pelo menos 6,25 LTCs, de acordo com o CoinDesk

Bitcoin hoje 

No balanço de julho, o Bitcoin fechou o mês com perdas de 4,95%, no pior desempenho entre as aplicações de acordo com o ranking do Valor EconômicoConfira aqui o levantamento do Portal do Bitcoin com as maiores altas e quedas em julho. 

Nesta manhã, a maior criptomoeda sente o impacto da turbulência nas plataformas de finanças descentralizadas (DeFi). 

CRV, token nativo da DAO da Curve Finance, reduz o ritmo de perdas e recua 7,5% nas últimas 24 horas. Ainda assim, a falha na linguagem de programação usada pela plataforma que permitiu o ataque de hackers ainda preocupa o mercado. 

Isso porque o fundador da Curve, Michael Egorov, tem uma posição de US$ 168 milhões no protocolo de empréstimos Aave garantida pelo CRV, que está à beira da liquidação. Caso isso seja concretizada, isso pode levar a uma série de liquidações em outros protocolos, de acordo com análise do CoinDesk. 

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A posição de US$ 168 milhões de Egorov corresponde a 34% da capitalização de mercado do CRV.  

Tokens de protocolo de empréstimo como AAVE (-9,5%) e COMP (-13,6%), da Compound, puxam a desvalorização nesta manhã.  

Memecoin de ‘careca’ 

A memecoin BALD, criada na rede de segunda camada do Ethereum no fim de semana como um tipo de homenagem ao CEO da Coinbase, Brian Armstrong, disparou, fez novos milionários, mas morreu em apenas 48 horas, em um novo golpe do tipo “rug pull”, literalmente puxada de tapete. 

Agora, alguns especialistas dizem que o golpe pode ter conexão com Sam Bankman-Fried (SBF), fundador da exchange cripto FTX, que pediu recuperação judicial em novembro passado. 

Segundo essas análises, as carteiras usadas pelo culpado apontam para o ex-CEO da FTX.

Há 90% de probabilidade de o “desenvolvedor da BALD ser SBF ou uma pessoa da Alameda neste momento”, tuitou Adam Cochran, sócio da Cinneamhain Ventures, observando que o mesmo endereço de carteira também estava envolvido na comunidade SushiSwap anos atrás. 

“Tenho 99% de certeza de que é alguém da Alameda, FTX ou o próprio SBF”, Cochran disse ao Decrypt. “Aparentemente, alguns ex-funcionários do FTX também acham que é Sam”. 

No entanto, reportagem do CoinDesk destaca que Bankman-Fried está atualmente em prisão domiciliar e com acesso limitado à internet, o que reduz as chances de que o golpe tenha ligação com o fundador da FTX. 

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Planos da FTX 

E por falar em FTX, a nova administração finalmente detalhou os planos de retomar as operações.  

A corretora cripto propôs organizar seus credores em diferentes classes e forneceu um caminho retomar as atividades da FTX com investidores terceirizados – caso o grupo concorde com isso. 

De acordo com documento judicial publicado na segunda-feira (31) à noite, os credores offshore da FTX.com foram classificados no primeiro grupo como “clientes pontocom”, em seguida estariam os clientes dos EUA” e, depois, clientes da exchange NFT, seguidos de outros tipos de credores. 

Os membros da categoria dos credores pontocom – ex-clientes da FTX.com – podem optar por agrupar seus ativos para criar o que chamam de “empresa de exchange offshore” ou uma plataforma “rebooted” não disponível nos EUA, de acordo com o CoinDesk

Outros destaques das criptomoedas  

A 29ª Vara Cível de Belo Horizonte condenou o Facebook a pagar R$ 20 milhões em danos morais coletivos por problemas com vazamento de dados de usuários da rede social, do Messenger e do aplicativo de mensagens WhatsApp, todos controlados pela Meta, informou o jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, a plataforma também deve indenizar em R$ 5 mil por danos morais a cada indivíduo que comprovar que usava a rede social em 2018 e 2019. Procurada pelo jornal, a Meta disse que ainda não foi formalmente comunicada da decisão, à qual pode recorrer. 

O processo analisou duas ações civis públicas do Instituto Defesa Coletiva após o vazamento de dados em 2018 e 2019. Para ter direito à indenização, os usuários precisam ajuizar uma execução da sentença coletiva e comprovar que tinham vínculo com as plataformas no momento dos vazamentos, disse ao Globo a advogada Lillian Salgado, presidente do Comitê Técnico do Instituto Defesa Coletiva.  

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E a Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de Gustavo Scarpa para que Willian Bigode, com o qual jogava no Palmeiras, tivesse 30% do salário no Athletico-PR bloqueado com o objetivo de ser ressarcido por perdas em um esquema de criptomoedas recomendado por seu ex-companheiro de equipe, de acordo com decisão do juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, à qual o Estadão teve acesso.  

O esquema de investimentos cripto recomendado por William Bigode é investigado na CPI das Pirâmides Financeiras em andamento no Congresso. Após o recesso, os deputados retomam os trabalhos nesta quinta-feira (3), quando é esperado o depoimento de Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik das Criptomoedas”. 

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