Imagem panorâmica mostra por trás de um trader operando mercado
Foto: Shutetrstock

Enquanto no Brasil o mercado cripto analisa o decreto do governo que definiu o Banco Central como o principal regulador do setor, as maiores criptomoedas seguem de lado nesta quarta-feira (14), à espera da confirmação de uma possível pausa na alta dos juros nos EUA, enquanto traders acompanham mais detalhes dos processos contra a Binance e Coinbase no país.

As bolsas europeias e índices futuros dos EUA avançam antes da decisão do Federal Reserve nesta quarta, que deve manter os juros depois de dados que confirmaram a desaceleração dos preços ao consumidor em maio.

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O Bitcoin (BTC) opera em baixa de 0,6% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 25.976,91, segundo dados do Coingecko.

Em reais, o BTC perde 0,65%, negociado a R$ 126.878,38, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB). 

O Ethereum (ETH) recua 0,3%, para US$ 1744,94.

BNB, o token nativo da Binance, avança 5% nas últimas 24 horas, mas ainda acumula queda de quase 11% em sete dias.

Incluído entre os tokens classificados como valor mobiliário no processo da SEC contra a Binance, a criptomoeda chegou a cair para o menor nível desde 2022, mostram dados da Bloomberg. Em dois dias, o BNB subiu cerca de 10%.

O CEO da Binance, Changpeng “CZ” Zhao, negou rumores que circularam no Twitter de que a maior exchange cripto do mundo estaria vendendo Bitcoin de modo a evitar que o BNB caia abaixo de certos níveis.

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Outro token em destaque é o XRP, emitido pela Ripple, que enfrenta uma longa batalha contra a SEC, a CVM dos EUA, para provar que a moeda digital não é valor mobiliário.

Na terça-feira (13), finalmente foram divulgados documentos relativos a um discurso em 2018 de um ex-diretor da SEC, William Hinman, no qual ele afirmou que o Ethereum não é valor mobiliário. O XRP chegou a subir depois da divulgação, mas opera em baixa de 4,3% nesta manhã.

Especialistas dizem que o conteúdo não acrescenta muito ao processo movido pela Ripple, enquanto reportagem do Wall Street Journal destaca que advogados da SEC questionaram pontos do discurso de Hinman antes da apresentação em 2018.

Dezenove altcoins, incluindo Solana (-1,7%), Cardano (-2,1%) e Polygon (+1,3%) foram citadas em processos contra a Binance e Coinbase no início deste mês. Um índice criado pela CryptoQuant que rastreia esses tokens caiu cerca de 23% desde que as primeiras alegações da SEC foram anunciadas em 5 de junho, o equivalente a cerca de US$ 23 bilhões em valor de mercado perdido com base nos preços do dia anterior à queda, de acordo com a Bloomberg.

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Outras altcoins operam estáveis nesta quarta, entre elas Dogecoin (+0,2%), Polkadot (+0,5%), Avalanche (+0,7%) e Shiba Inu (+1,1%). 

Com o recuo das altcoins, o evangelista do Bitcoin, Michael Saylor, fundador da empresa de software MicroStrategy, disse à Bloomberg que a maior criptomoeda pode quase dobrar sua dominância do mercado, chegando a 80%.

Acordo entre Binance e SEC

A Binance.US e a SEC estão dispostas a trabalhar em um acordo que evite o congelamento total de ativos da plataforma no mercado americano, acusada de operar sem registro nos EUA.

 Segundo reportagem da Bloomberg, a juíza distrital dos EUA, Amy Berman Jackson, disse na terça-feira que os dois lados não pareciam “tão distantes” em buscar maneiras de proteger bilhões de dólares em fundos de clientes sem fechar a exchange, enquanto o processo da SEC segue em aberto.

De acordo com o New York Times, a juíza também teria mostrado ceticismo sobre os poderes da SEC para regular a indústria cripto, tendo classificado a ação da reguladora como “ineficiente” em alguns casos.

Petição da Coinbase

Enquanto isso, a SEC calcula que vai levar 120 dias para responder à petição da Coinbase de regulamentação sobre a negociação de ativos digitais, informou o The Block.

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A agência disse que ainda não decidiu se responderá ao pedido exchange americana e minimizou sua demanda por uma resposta mais rápida, alegando que pode ser devido à “fraqueza” da queixa da corretora. Em um documento registrado no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Terceiro Circuito, sustentou que a petição deveria ser negada.

“Não há mérito no pedido extraordinário da Coinbase” para obrigar a Comissão “a agir sobre a ampla petição de regulamentação da Coinbase dentro de sete dias”, escreveu a agência.

Processo contra criador da FTX

Um tribunal das Bahamas proibiu temporariamente que o governo do país permita que promotores dos EUA levem adiante parte de seu processo criminal contra Sam Bankman-Fried, fundador da exchange cripto FTX que colapsou em novembro de 2022.

No mês passado, promotores federais dos EUA em Manhattan disseram que retirariam cinco acusações de suborno internacional, fraude bancária e conspiração contra o ex-bilionário se a nação caribenha não estivesse de acordo, segundo a Reuters.

Essas acusações não estavam incluídas no processo inicial com oito supostos crimes aberto em dezembro contra o ex-CEO da FTX, e foram incluídas após sua extradição aos EUA pelo governo das Bahamas.

Advogados de Bankman-Fried também querem anular uma sexta acusação, de violação de financiamento de campanha nos EUA, porque o governo das Bahamas não teria consentido.

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A Suprema Corte das Bahamas disse que Bankman-Fried tem direito a uma contestação formal antes que o governo do país autorize as novas acusações.

Outros destaques das criptomoedas

A Bitstamp, uma das exchanges de criptomoedas mais antigas, recebeu aprovação regulatória da Autoridade de Conduta Financeira (FCA) para operar no Reino Unido, de acordo com o The Block. A licença, concedida à Bitstamp UK Limited na terça-feira (13), chega um dia depois do registro da empresa cripto Interactive Brokers pela reguladora. As duas licenças são as primeiras concedidas ao setor cripto desde dezembro, quando a FCA deu o sinal verde para a Hidden Road.

O Colégio Santa Marcelina no Rio de Janeiro decidiu incentivar a educação financeira entre alunos do 9º ano do ensino fundamental por meio das criptomoedas, conforme a Exame. A escola criou o token CriptoSanta, que pode ser trocado por pontos e experiências. De acordo com a reportagem, o projeto com a criptomoeda faz parte da disciplina “Trilhas”, com foco em desenvolver competências e habilidades por meio de metodologias ativas e do protagonismo estudantil.

A partir de uma parceria com a Lumx Studios, empresa responsável pelos tokens não fungíveis da Reserva, Ambev e Nestlé, a coleção de NFTs Surf Junkie Club planeja lançar nesta quinta-feira (15) uma plataforma e um marketplace de experiências voltados à comunidade do surf, informou a Exame.

“Esta é uma das principais entregas para a nossa comunidade, pois é neste espaço onde tudo vai acontecer. É como se fosse a ‘sede’ do nosso clube”, disse Felipe Baracchini, gerente-geral do Surf Junkie Club.

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