Imagem da matéria: Globo revela para onde foi o dinheiro dos investidores da GAS Consultoria
Glaidson Acácio dos Santos, fundador da GAS Consultoria. (Foto: Reprodução/YouTube)

A Rede Globo revelou no Fantástico de domingo (05) novas informações acerca das investigações da GAS Consultoria, empresa investigada por pirâmide financeira comandada pelo ex-garçom, Glaidson Acácio dos Santos. De acordo com a reportagem,  relatório final da investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, revelou que a maior parte do dinheiro investido pelas vítimas em um esquema de criptomoedas ia para contas pessoais de Glaidson.

O delegado Leonardo Borges disse à equipe da Globo que no contrato assinado por clientes a GAS Consultoria menciona as exchanges em que são mantidos os criptoativos, entre elas “a maior exchange do mundo”. No entanto, revelou ele, “a GAS sequer tem conta aberta nessa exchange”. O delegado disse também que “o principal líder dessa organização abriu uma conta pessoal e fez um aporte, só de bitcoin, em quantia superior a R$ 1,2 bilhão”.

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O Fantástico revelou ainda um trecho do relatório da delegacia do Rio que diz: “(A empresa) recruta massiva quantidade de dinheiro de clientes que são levados a erro, pois acreditam que estão corretando bitcoin, mas que na verdade são remunerados com pagamentos de dinheiro de novos contratos, criando uma pirâmide insustentável”.

“Enxurrada de estelionato”

Ainda segundo o relatório da polícia, pode haver uma enxurrada de registros de estelionato em todo o Brasil. “A rentabilidade do esquema não é a partir do lucro com investimento em criptoativos, ela advém dos novos aportes. Como a remuneração é muito alta, as pessoas são estimuladas a aplicar o dinheiro que elas ganham”, disse Borges.

Investigações apontam que o mentor do esquema, Glaidson, e outros chefes da organização criminosa montaram uma pirâmide financeira e lavaram dinheiro. Além da venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, esposa e apontada pela PF como sócia de Glaidson, Tunay Pereira Lima e Vicente Gadelha Rocha Neto figuram dentro da organização como os que detêm mais dinheiro do esquema.

Enquanto Mirelis é apontada como ‘o financeiro’ da GAS, Tunay figura como um dos chefes da quadrilha e um dos principais destinatários do dinheiro captado dos clientes, revelou a reportagem. Sobre Vicente, a polícia descobriu que ele era sócio de uma empresa que recebeu quase R$ 28 milhões da GAS e que possuía mais de R$ 20 milhões em criptomoedas. Tunay foi preso junto com Glaidson na semana passada; Mirelis e Vicente estão foragidos.

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GAS Consultoria nega pirâmide

O caso GAS Consultoria é investigado pela Polícia Civil do RJ, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Segundo o delegado Guillermo Catramby, há fortes indícios de operação de instituição clandestina; emissão de valores mobiliários à revelia dos órgãos de regulação; organização criminosa; e gestão temerária.

Em nota ao Fantástico, a empresa negou ter praticado pirâmide financeira e lavado dinheiro e que os depósitos de valores de terceiros eventualmente efetuados na conta pessoal de Glaidson foram feitos quando ele era autônomo. “Quando abriu a empresa, diz a nota, Glaidson não usou mais contas de pessoa física”, concluiu a reportagem. 

Fantástica fábrica de dinheiro

Glaidson criou o fantástico investimento sem risco. É como uma caixa mágica na qual você apenas coloca o dinheiro, nunca perde e ainda ganha 10% fixo todo mês.

Quando ele foi preso no último dia 25, clientes da GAS da região de Cabo Frio se mobilizaram para pleitear sua soltura, porém sem sucesso. Na última quinta (02), uma decisão no Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.

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No dia da prisão de Glaidson, os agentes da PF e Receita Federal apreenderam 591 bitcoins, avaliados na cotação atual em mais de R$ 150 milhões, dezenas de carros de luxo e mais de R$ 13 milhões em espécie. Antes da ação da polícia, o ex-garçom estava prestes a embarcar para os EUA, não sem antes ameaçar uma jornalista da Rede Globo que cobria o caso.

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