Bandeiras cruzadas de EUA e Coreia do Sul
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O empresário sul-coreano Do Kwon, cofundador e ex-CEO da extinta Terraform Labs, emissora da criptomoeda Terra Luna, enfrenta atualmente dois processos de extradição, um para a Coreia do Sul, outro para os Estados Unidos, depois de ser preso tentando deixar Montenegro com um passaporte falso no final de março.

Kwon está sob acusação devido ao colapso da stablecoin algorítmica da Terraform, TerraUSD (UST), ao lado do token nativo LUNA, que viu quase US$ 40 bilhões desaparecerem do mercado de criptomoedas e provocou temores de contágio em toda o setor.

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Os promotores sul-coreanos estão pressionando para que ele enfrente acusações criminais em seu país de origem, alegando que seria o melhor para as vítimas, apesar dos esforços das autoridades americanas para que ele seja extraditado para a América do Norte.

Em entrevista exclusiva ao Wall Street Journal, Dan Sung-han, chefe da equipe sul-coreana que investiga o crime, disse: “Dada a natureza deste incidente, achamos que investigar o caso na Coreia do Sul seria a maneira mais eficiente de fazer justiça aos investidores”.

De acordo com Sung-han, que tem 20 anos de experiência em investigações, a maioria das principais evidências e cúmplices ligados a Do Kwon estão baseados na Coreia do Sul. Para ele, o lançamento e o fracasso de ambas as criptomoedas constituem um “crime sistêmico”.

Do Kwon e seus colaboradores enfrentam acusações de fraude, violação das leis do mercado de capitais por meio do uso de “robôs de negociação” para manipular volumes de transações, além de suborno e uma série de outros crimes financeiros.

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As autoridades do país do Sudeste Asiático têm investigado indivíduos envolvidos no colapso da Terra Luna por quase 10 meses, período em que se revelaram as recentes acusações. Segundo, Sung-han, se considerado culpado, Do Kwon provavelmente enfrentaria a mais longa pena de prisão por um crime financeiro na história do país.

Enquanto isso, Kwon enfrenta acusações de fraude criminal nos Estados Unidos de ambos os promotores federais em Nova York, bem como uma ação civil da Comissão de Valores Mobiliários (SEC).

Os advogados do ex-chefe da Terraform Labs rejeitaram as acusações feitas pelos americanos, alegando que os EUA não têm jurisdição sobre o caso, pois a empresa não se promovia diretamente para os cidadãos norte-americanos, afirmando, ainda, que nenhuma das criptomoedas foi devidamente regulamentada pela SEC.

Se ele será extraditado para a Coreia do Sul ou para os Estados Unidos, isso será resolvido assim que as autoridades de Montenegro concluírem o processo contra Kwon por fraude de passaporte.

*Traduzido com autorização do Decrypt

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