Imagem da matéria: Empresa brasileira de detetives passa a aceitar Bitcoin como forma de pagamento
Após bloqueio, corretora PagCripto foi processada por Esther Oliveira Macedo, sócia da R3 Profit (Foto: Shutterstock) (Foto: Shutterstock)

A agência de detetives particulares Brasil Investigações começou a aceitar Bitcoin como forma de pagamento pelos seus serviços na última segunda-feira (17). Com a nova opção, a empresa busca aumentar o sigilo para seus clientes. A companhia oferece serviços de investigação empresarial, casos conjugais, localização de desaparecidos, entre outros.

A nova forma de pagamento foi divulgada no blog da empresa, que diz ser a primeira do ramo no Brasil a aceitar a criptomoeda. O Portal do Bitcoin entrou em contato com o B., o desenvolvedor do site e responsável pela área técnica, para dar mais detalhes sobre a adoção do método de pagamento.

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B., que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a tecnologia do Bitcoin oferece grandes oportunidades para o mercado de investigações por serem discretas. Normalmente, os clientes não desejam que suas movimentações financeiras para a empresa sejam reveladas e por isso é um meio de pagamento que atendem às necessidades dos consumidores:

Às vezes, os clientes precisam ser discretos, tento total sigilo em suas movimentações monetárias, afim de evitar o máximo qualquer problema.  Por exemplo, esposas ou maridos que possuem conta compartilhada e depois precisam justificar o gasto com uma empresa de detetive em uma investigação conjugal.

O desenvolvedor afirmou que o Bitcoin é a única criptomoeda aceita pela Brasil Investigações no momento. No futuro, a empresa considera aceitar Monero (XMR) e Ethereum (ETH).

B. também disse que no passado houve clientes buscando fazer pagamentos em Bitcoin para manter o sigilo, mas não puderam fechar o contrato: “Como não tínhamos o suporte a ela, não foi liberado”.

Casos extra-conjugais

Wellington Melo, um dos sócios da Brasil Investigações, disse, por telefone, que a empresa é um negócio familiar que atua no mercado há duas décadas. A primeira sede foi inaugurada em Belo Horizonte (MG). Atualmente, a empresa possui escritórios em todas as regiões do País, exceto Norte e Nordeste. Ele conta que as investigações ocorrem em várias cidades, inclusive no interior dos estados.

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Conforme o empresário, ideia de incluir o Bitcoin como forma de pagamento surgiu da familiaridade dos membros com investimentos em criptoativos. Além de já fazerem aplicações de moeda digital, os demais sócios consideraram a discrição das transações em criptomoeda uma vantagen para seus clientes.

A empresa tem, atualmente, cerca de 20 membros entre sócios, equipe financeira e investigadores contratados. A companhia conta com cerca de 600 detetives que atuam como freelancers em todo o país.

Serviços de casos conjugais, em que se contrata detetives para averiguar possível traição em relacionamento, são o carro-chefe da empresa. Melo diz que, no passado, 80% de todos os casos investigados pela equipe eram relacionadas a casais. Ele relata que essas investigações levam cerca de dez dias para serem concluídas.

Atualmente, entretanto, a empresa passou a atender mais demandas de investigação empresarial, relacionadas a desvio de verbas e fraudes para obter benefícios da Lei Trabalhista. O tempo estimado para esse tipo de averiguação é de 30 dias.

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Segundo Wellington, divisão hoje é a seguinte: 60% de casos conjugais (por vezes extra-conjugais), 30% de casos empresariais e 10% divididos entre monitoramento e escutas, localização de pessoas desaparecidas, acompanhamento de filhos em relação a uso de drogas e “más companhias”, entre outros serviços.

Bitcoin cada vez mais aceito

Outras empresas brasileiras têm começado a achar maneiras de usufruir das criptomoedas. Em agosto, o Portal do Bitcoin contou o caso da BitMilhas, projeto do empresário brasileiro Rafael Ferreira que permite a conversão de milhas aéreas em Bitcoin.


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