Imagem da matéria: Defesa do criador da FTX volta a pedir sua liberdade por dificuldade em se preparar para julgamento
fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, fora do tribunal federal de Manhattan (Foto: Decrypt/André Beganski)

Sam Bankman-Fried, o fundador da falida exchange de criptomoedas FTX, obteve acesso suficiente a um laptop para revisar materiais de descoberta relacionados ao caso criminal movido contra ele, afirma o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ).

SBF, como o antigo chefe da FTX é conhecido, está atualmente preso no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), se preparando para um julgamento agendado para o início de outubro. Entre as acusações que ele enfrenta está a de fraude eletrônica e conspiração para cometer fraudes em títulos e commodities.

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Em resposta a uma ordem de um juiz federal para um relatório sobre as condições enfrentadas por Bankman-Fried durante sua detenção, os promotores afirmaram que o réu tem acesso a um laptop isolado da rede em uma sala de visitas durante horários específicos nos dias úteis e nos fins de semana.

“Desde 31 de agosto de 2023, o réu tem a capacidade de revisar descobertas eletrônicas no MDC com um laptop isolado da rede que está disponível na sala de visitas jurídicas das 8:00 às 19:00, de segunda a sexta-feira, e das 8:00 às 15:30, sábado a domingo e feriados”, diz a carta apresentada na terça-feira.

No mês passado, a defesa de SBF argumentou que o fundador da FTX é o único que possui conhecimento completo da enorme quantidade de informações relacionadas ao caso criminal e, portanto, precisa de acesso a documentos online essenciais para se preparar adequadamente para o julgamento.

Os promotores também afirmaram que, até o momento, não houve problemas ou questões relatadas com a funcionalidade das portas USB ou das aplicações de software que foram utilizadas.

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Além disso, a carta diz que, em resposta ao pedido da equipe de defesa, o MDC permitiu que SBF usasse um segundo laptop isolado da rede “para maior conveniência”.

Segundo o DOJ, três testes de velocidade de internet – realizados em horários variados ao longo do dia na área de cela onde Bankman-Fried tem acesso ao laptop com conexão à internet – mostraram que durante a manhã e início da tarde, a taxa de transferência de download foi registrada em 34 Mbps.

Durante a tarde, a taxa de transferência de download foi registrada em 7,5 Mbps, o que, segundo os promotores, é “suficiente para a maioria das atividades de revisão na internet”.

A carta acrescentou que “o laptop com conexão à internet também foi atualizado com uma nova bateria de 9 células fornecida pela equipe de defesa, que tem aproximadamente 8 horas de vida útil da bateria”.

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Defesa reage

Em resposta às alegações dos promotores, a equipe jurídica de Bankman-Fried, representada pela Cohen and Gresser LLP, argumentou que, mesmo sob a configuração atual, ele “não terá uma oportunidade significativa de preparar sua defesa”.

Os advogados também apontaram para um incidente específico em 1º de setembro, em que a equipe do MDC instruiu Bankman-Fried a sair da área de visitação mais cedo, resultando na perda de cerca de 4,5 horas de tempo valioso de trabalho para ele.

“Perder 4 horas por dia (20 horas por semana) não é o que o Governo prometeu e não é viável”, afirmou a defesa.

A equipe jurídica de SBF afirmou ainda que o processo de comunicação com seu cliente ainda é “lento e complicado” e que suas visitas “retiram parte do tempo que o Sr. Bankman-Fried pode usar para revisar descobertas”.

Nesse sentido, a defesa reiterou seu pedido de libertação temporária de Bankman-Fried, afirmando que “o Governo não elaborou um plano que funcione na prática”.

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* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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