Criptomoedas se recuperaram após crash causado pelo coronavírus

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O crash do coronavírus, apelidado de quinta-Feira Negra, atingiu fortemente os mercados de criptomoedas no meio de março. O mercado tradicional também foi atingido e ficou marcado como um dos piores crashs desde a década de 1980. A pandemia global causou o que o Fundo Monetário Internacional chama de a maior recessão em 90 anos – a pior desde a Grande Depressão.

A queda do mercado, ocorrida por volta de 12 de março, levou a maioria das principais criptomoedas a despencar. O Bitcoin, por exemplo, caiu 50% em apenas um dia.

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Mas o Bitcoin, bem como outras grandes criptomoedas que sofreram o mesmo revés, se recuperaram. Nas últimas 24 horas, o Bitcoin atingiu seu preço mais alto desde a queda do coronavírus, US$ 7.646. Seu preço permaneceu (meio) estável durante todo o fim de semana, sugerindo timidamente que o mercado está voltando ao estado de alta.

O preço atual do Ethereum, segunda maior criptomoeda do mercado, é de US$ 198, aproximadamente o mesmo preço de antes do crash. O XRP é negociado a US$ 0,20, mesmo patamar de antes da crise.

O Bitcoin Cash, a quinta maior criptomoeda em valor de mercado, também se recuperou. O hard fork do Bitcoin, cujo valor acompanha de perto as altas e baixas do Bitcoin, caiu para US$ 147 em 12 de março – um dos preços mais baixos desde que surgiu em 2017.

Desde então, atingiu novas máximas, registrando brevemente US$ 277 no início de abril e pairando acima de US$ 240 na semana passada. Agora, está em US$ 244, após seu halving, em 8 de abril.

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O arqui-inimigo de Bitcoin Cash, o Bitcoin SV, também atingiu mínimas históricas de US$ 103 em 16 de março. Desde então, a moeda tem aumentado constantemente, alcançando o preço atual de US$ 197.

Litecoin caiu para US$ 30 na quinta-feira negra. Desde então, recuperou mais de 50% – atualmente, ao preço de US$ 45.

Por que a recuperação? Pode ser porque as criptomoedas acompanhem os mercados globais, que melhoraram acentuadamente nas últimas semanas. E isso pode ser devido a esforços maciços de governos e bancos centrais, como o Federal Reserve, que injetou US$ 5 trilhões na economia e reduziu as taxas de juros para quase zero.

Os analistas do Goldman Sachs escreveram na semana passada que “o Fed e o Congresso impediram a perspectiva de um colapso econômico completo. Os investidores foram encorajados pela abordagem do Fed de ‘faça o que for necessário'”.

*Traduzido e republicado com autorização da Decrypt.co