Imagem da matéria: "Crie seus oráculos e use a rede apenas para executar", afirma especialista sobre smart contracts
Desenolvedor deve consultar mais de uma fonte para oráculo, diz Gueiros (Foto: Fernando Martines/Portal do Bitcoin)

O futuro imediato dos smart contracts é que os usuários criem seus próprios oráculos para adicionarem qualquer informação ou dado que esteja na internet e que permitam que as aplicações rodem. A tese foi explicada por Solange Gueiros, executiva brasileira da Chainlink, em palestra feita neste sábado (10) na Bitsampa, evento que ocorre na cidade de São Paulo. 

Uma grande questão dos smart contracts sempre foi o oráculo: uma entidade externa que adiciona uma informação que não está na rede e que serve como gatilho para uma aplicação ocorrer. Por exemplo: se o preço de tal token chegar a um preço específico, ocorrer uma liquidação imediata de posição; o dado sobre o preço da criptomoeda terá que vir de um local fora da blockchain, no qual as partes confiam. 

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Em fevereiro, a Chainlink lançou um serviço chamado Functions, que está na fase beta ainda, mas que tem como objetivo expandir as possibilidades de criação de oráculos. Mas é preciso saber programação para navegar nesse mundo, como explica Gueiros. 

“Dentro do Smart Contract é possível rodar um código em Javascript, tipo de linguagem de programação, e por meio desse sistema você consegue chamar qualquer site para dentro da blockchain”, informa. 

Algumas etapas comuns para programadores devem ser necessárias: passar um parâmetro, acessar uma API, obter um token de autenticação. “Tudo isso de maneira criptografada e que vai retornar a informação que você precisa para o seu smar contract”, diz a executiva. 

E como seria a execução desse sistema? “O seu contrato faz esse pedido. Quando ele é realizado, a execução é feita por vários nós em ambientes isolados. Esses nós vão executar o seu código e vão chegar ao mesmo resultado. Se tiver mais de 50% de resultado igual (de quatro site, três tem o mesmo dado), esse resultado é retornado para o seu smart contract e você usa ele na sua aplicação, na sua dApp”, explica. 

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Um exemplo é um seguro que é acionado se a temperatura em uma determinada cidade ficou abaixo de zero. O código em Javascript vai checar em três sites de metereologia para verificar se a situação ocorreu. Se dois confirmarem, o contrato é cumprido. 

“Você cria os seus próprios oráculos, essa é a ideia. Usa a rede só para executar”, afirma.

Gueiros ressalta que se o desenvolvedor chamar um serviço externo, esse é um ponto centralizado no qual se está confiando, o que não é uma boa prática no mundo descentralizado da web3. “Mas você pode muito bem chamar vários. Nós temos um exemplo de pegar cotação de criptomoeda pegando quatro APIs externas”, conta.

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