Imagem da matéria: Confira quais são as empresas de criptomoedas atingidas pelo colapso do Silicon Valley Bank
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À medida que as consequências do colapso do Silicon Valley Bank (SVB) se desenrolam, várias empresas de criptomoedas já sinalizam sua exposição ao banco, que por muito tempo manteve a reputação de um dos fornecedores de capital mais importantes para startups de tecnologia no mundo – com a indústria cripto incluída no pacote.

O fechamento do banco na sexta-feira (10) pelo governo da Califórnia marcou a segunda maior falência de um banco na história dos EUA, após a ruína do Washington Mutual durante a crise financeira de 2008. O Silicon Valley Bank havia reportado US$ 212 bilhões em ativos no último trimestre.

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As ações (do banco começaram a derreter na noite de quarta-feira, depois que circularam rumores de que a instituição estava buscando um comprador depois de não conseguir levantar capital suficiente para cobrir suas obrigações.

Nas horas e dias que se seguiram, vários fundos de capital de risco supostamente aconselharam seus clientes a sacar seus fundos, resultando em saques de US$ 42 bilhões, tendo como resultado uma corrida bancária. Na manhã de sexta-feira, a bolsa de valores Nasdaq interrompeu a negociação de ações do SVB.

Embora tenham sido as empresas de capital de risco e as startups de tecnologia as mais severamente afetadas pelo SVB, várias empresas de criptomoedas também divulgaram sua exposição ao banco.

Aqui está uma lista das companhias cripto que já foram apanhadas na mira do colapso do SVB. O Decrypt e o Portal do Bitcoincontinuarão a atualizar esta lista à medida que mais empresas divulgarem sua exposição.

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Empresas cripto que tinham dinheiro no SVB:

Circle

A Circle, emissora da segunda maior stablecoin do mundo, USDC, anunciou na sexta-feira (10) que tem US$ 3,3 bilhões, usados como lastro do token, bloqueados no Silicon Valley Bank. A empresa disse que o SVB é um dos seis bancos que a Circle usa para administrar um total de 25% das reservas da stablecoin.

“Como outros clientes e depositantes que confiaram no SVB para serviços bancários, a Circle se junta aos pedidos de continuidade deste importante banco na economia dos EUA e seguirá as orientações fornecidas pelos reguladores estaduais e federais”, twittou a Circle.

O comunicado da Circle gerou caos no mercado e fez com que USDC perdesse a paridade com o dólar, operando nesse momento da faixa de US$ 0,91, à medida que os clientes parecem estar correndo para a concorrente USDT, da Tether – que negou ter exposição ao SVB.

As stablecoins derivam seu valor dessas reservas; se algum ativo vale US$ 43 bilhões – como era o caso da USDC na sexta-feira -, deve haver aproximadamente o mesmo lastro, seja em dinheiro ou títulos, para dar suporte ao ativo. A capitalização de mercado de USDC caiu para menos de US$ 40 bilhões nas últimas horas.

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Na semana passada, a Circle já havia cortado relações com o banco Silvergate, outro player do setor de criptomoedas que fechou na quarta-feira. A Circle também havia usado Silvergate para manter reservas de caixa até aquele momento.

BlockFi

A falida credora de criptomoedas BlockFi, que entrou com pedido de recuperação judicial em novembro, após o colapso da corretora FTX, tem US$ 227 milhões em fundos mantidos no SVB, de acordo com documentos relacionados ao processo de falência.

Esses fundos não são segurados pelo governo federal americano como os demais depósitos no SVB, pois estão em um fundo mútuo do mercado monetário – o que por si só pode constituir uma violação da lei de falências americana.

A BlockFi interrompeu os saques apenas alguns dias após a implosão da FTX. O credor já havia sido resgatado antes pela própria FTX com uma linha de crédito rotativo de US$ 250 milhões, em junho passado.

Pantera

A Pantera, empresa de capital de risco com foco em cripto, pode ter uma quantidade desconhecida de exposição ao colapso do SVB. No mês passado, a empresa contava com o banco falido entre os apenas três custodiantes de seus fundos privados, de acordo com um documento da CVM americana, a SEC, datado de 3 de fevereiro.

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A Pantera está entre as maiores empresas de capital de risco com foco em cripto do mundo; somente no ano passado, levantou US$ 1,3 bilhão para um fundo exclusivamente focado em projetos baseados em blockchain.

Avalanche

A Avalanche Foundation, que apóia o blockchain Avalanche, anunciou na sexta-feira que tem “um pouco mais de” US$ 1,6 milhão em exposição ao Silicon Valley Bank.

O token nativo da Avalanche, AVAX, atualmente possui uma capitalização de mercado de US$ 4,84 bilhões.

Yuga Labs

A Yuga Labs, a empresa de US$ 4 bilhões por trás da principal coleção NFT, a Bored Ape Yacht Club (entre outros projetos), está exposta ao SVB. O co-fundador da Yuga, Greg Solano, disse na sexta-feira que a empresa tem “exposição superlimitada” ao banco falido – embora a Yuga ainda não tenha confirmado exatamente quanto.

Proof

Proof, outro líder em NFTs, pode ter sido mais atingido. O projeto Web3 criado pelo co-fundador do Digg, Kevin Rose, que está por trás da coleção NFT Moonbirds, divulgou um comunicado na sexta-feira confirmando que a empresa possui dinheiro preso no Silicon Valley Bank.

“A Proof detém dinheiro no SVB … Felizmente, diversificamos nossos ativos em ETH, stablecoins e fiduciários”, twittou a empresa na sexta-feira.

A Proof ainda não divulgou quanto dinheiro tem vinculado ao SVB. Embora a companhia tenha admitido que o colapso do SVB é “uma merda”, ela também insistiu que a perda potencial não afetaria a segurança dos ativos do cliente ou a operação da Proof.

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Nova Labs

A Nova Labs, a startup por trás da rede descentralizada e do provedor de internet Helium, divulgou exposição ao SVB na sexta-feira.

“A Nova Labs tem alguns $ presos no SVB, mas a grande maioria está em outras instituições, disse o CEO da Nova Labs e cofundador da Helium, Amir Haleem.

*Traduzido com autorização do Decrypt.

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