Imagem da matéria: Coinext diz ao Cade que teve duas contas encerradas pelo Bradesco em julho
(Foto: Shutterstock)

A exchange Coinext apresentou na quarta-feira (24) sua resposta ao questionário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pela qual afirmou que teve duas contas encerradas pelo Bradesco esse mês, além daquelas que já foram fechadas pelo Itaú e pelo Santander. A empresa ainda luta na Justiça pela reabertura da conta no Itaú.

O documento foi juntado ao inquérito administrativo que visa apurar conduta anticoncorrencial dos bancos.

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De acordo com a Coinext, a empresa não teve nenhuma conta corrente reaberta por força de liminar e possui contas abertas apenas nos bancos Brasil Plural, Inter, Neon e o cooperativo Sicredi.

Apesar de nenhuma instituição bancária ter se negado a abrir conta corrente, a Coinext explicou que sofreu encerramento daquelas que já estavam abertas.

Sem qualquer motivação, o Bradesco cancelou no último dia 05 duas contas da corretora brasileira. Antes disso, outras duas instituições já haviam feito a mesma coisa.

O Itaú, no dia 23 de julho de 2018, alegou como justificativa o desinteresse comercial. Antes ainda de informar o fechamento da conta, o banco teria bloqueado por alguns dias o saldo que havia nessa conta corrente. A empresa não afirmou o valor.

“Este bloqueio causou um enorme transtorno e prejuízo à operação da Coinext e consta nos autos do referido processo judicial em curso contra o Banco Itaú”.

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O Santander, segundo consta na resposta da corretora, sequer notificou a Coinext sobre o encerramento da conta que ocorreu em janeiro do ano passado.

“Logo após a abertura da conta corrente o Banco Santander informou verbalmente o desinteresse comercial e nem mesmo permitiu o acesso (senha de acesso e token) à conta corrente recém-aberta”.

Segurança nas transações

A Coinext disse que adota um rigoroso sistema de segurança para saber quem é o seu cliente e que faz uma varredura “em mais de 40 bancos de dados diferentes como, por exemplo, Polícia Federal, Polícia Civil, Tribunais Federais Regionais”, por meio de uma ferramenta específica que ela não revela qual é.

De acordo com a empresa, nenhuma transação é feita com o cliente que se recusa a passar pelo processo de cadastro (KYC – Know Your Customer), pelo qual deve apresentar documentos pessoais com “selfies”, além de “comprovação de renda e preenchimento/ assinatura de formulário ALDCFT”.

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O mesmo ocorre com aqueles que são reprovados na verificação de autenticidade dos documentos ou que tenham antecedentes criminais.

A Coinext ainda disse que só transaciona via transferência bancária feita pelo próprio cliente. Essas medidas, segundo a empresa, ajudam a evitar que ocorre cometimento de crimes como a Lavagem de Dinheiro.

Como complemento, a corretora disse fazer uma análise da situação econômico-patrimonial de cliente quando a negociação envolve valor superior a R$ 100 mil.

“Para estes clientes são solicitadas declarações de imposto de renda dos últimos 2 (dois) exercícios, extratos bancários dos últimos 3 (três) meses, e no caso de empresas, os balancetes de verificação dos últimos 2 exercícios, declaração de faturamento dos últimos 12 (doze) meses (estes dois últimos assinados pelo contador e responsável legal da empresa)”.

De acordo com a exchange, contudo, há casos que não há como conhecer a origem dos valores operados. “No caso de depósitos e saques de criptoativos não é possível identificar a origem e/ou destino dos recursos transacionados.”

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