Coinbase obtém patente de tecnologia para envio de bitcoin por email

Coinbase obtém patente de tecnologia para envio de bitcoin por email
(Foto: Shutterstock)


O CEO da corretora de criptomoedas Coinbase, Brian Armstrong, obteve a patente de uma tecnologia nos Estados Unidos que visa tornar a transação de bitcoin “simples como o envio de um email” – e utilizando esse ainda popular serviço.

Segundo reportou o portal Coindesk na última terça (17), o objetivo de Armstrong é “democratizar” as operações com a criptomoeda, tornando-as mais acessíveis a usuários menos avançados.

Para ele, esse tipo de tecnologia ajudaria a criar um sistema financeiro mais inclusivo.

“A visão da Coinbase é criar mais liberdade econômica para todas as pessoas e empresas do mundo nos próximos 10 anos”, disse o CEO da empresa, em agosto passado.

Detalhes ainda pouco claros

A corretora, a maior dos Estados Unidos, foi questionada pelo Coindesk quanto a detalhes adicionais sobre a nova tecnologia. No entanto, até o momento não há registro de retorno.

De acordo com as informações já disponibilizadas, o remetente solicita o envio de criptomoeda para um endereço de email. O sistema, por sua vez, transmite automaticamente o valor acordado — desde que possua o saldo necessário — da carteira do remetente para a carteira correspondente ao endereço de email do destinatário.

Também é possível notar que a nova patente menciona especificamente o bitcoin e não faz alusão a outras criptomoedas.  No entanto, o Coindesk pondera que uma suposta ampliação desse serviço não seria um grande obstáculo a ser superado.



O portal menciona ainda não haver restrições a servidores de e-mail para a tecnologia patenteada pela Coinbase. Isso significa, pelo menos em princípio, que os usuários poderiam usar os endereços de email já existentes, caso desejem.

Também não está prevista a cobrança dos usuários pelas prováveis futuras operações com bitcoin por e-mail.

Desde que foi fundada, em 2012, a Coinbase já faturou um total de US$ 2 bilhões em taxas com transações de criptomoedas. A exchange está presente em 53 países, incluindo o Brasil.

Outras patentes

Além da tecnologia para simplificar as operações com bitcoin, a Coinbase obteve nesta terça a patente de outras duas ações com potencial para facilitar a vida da comunidade cripto.

Uma delas é a patente de um aplicativo que garante que as contas cripto de usuários cumpram tanto legislações locais como globais.

A outra patente se refere à criação de um protocolo de execução para fechamento de contas não-compatíveis.

Obstáculos para adoção de criptomoedas

Em abril passado, Armstrong participou de uma live na qual citou os três principais fatores com os quais as criptomoedas precisam lidar para obter uma maior adoção mundo afora.

Segundo o CEO da Coinbase, as criptomoedas podem alcançar a adoção em massa melhorando a escalabilidade e a usabilidade, enquanto reduzem a volatilidade.

Armstrong acrescentou ainda que atualmente existem até dez equipes trabalhando em soluções de escalabilidade, como a Lightning Network, com o objetivo de melhorar a velocidadeas transações.

Graças ao desenvolvimento dessas soluções, diz Armstrong, as criptomoedas podem atingir de 500 a 5.000 transações por segundo e começar a trabalhar nos volumes da Visa e PayPal.

Também nessa live, o CEO da Coinbase se queixou do processo complicado a ser seguido pelo usuário interessado em lidar com croptomoedas. Ele sugeriu que o investimento em criptomoedas para o varejo deva funcionar com muita facilidade, usando o popular aplicativo chinês WeChat como um exemplo de usabilidade.

Apesar dos entraves, Armstrong acredita que nos próximos quatro anos cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo estarão usando criptomoedas.


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