Imagem da matéria: Cliente mobiliza web para reaver R$ 146 mil perdidos por fraude em contas no Nubank e Santander
(Foto: Shutterstock)

Após mobilização via redes sociais, caminha para um final feliz o caso de uma cliente dos bancos Nubank e Santander que sofreu um desfalque total de R$ 146 mil devido a falhas na segurança nas contas das duas instituições financeiras.

A situação foi relatada nas redes sociais e no Medium por Fernanda Paronetto depois que sua mãe, Silvia, foi vítima de um assalto e teve seu smartphone roubado no dia 9 de dezembro, em São Paulo. Ao episódio de violência seguiram-se diversas operações financeiras feitas pelos bandidos com as duas contas, o que gerou o rombo.

Publicidade

Coube a Fernanda, que está fora do Brasil, ir às redes sociais no último sábado (21) expor a situação vivida pela mãe e tentar ajudá-la à distância. Ela atribuiu o reembolso parcial justamente ao fato de o relato ter viralizado, gerando pressão sobre a imagem dos dois bancos.

“Sim, o dinheiro da Silvia, minha mãe, foi devolvido pelo Nubank. Já está na conta, graças a vocês! Antes de qualquer coisa, eu preciso agradecer às mais de 50 mil pessoas que em 4 redes sociais fizeram pressão pra que o caso da minha mãe fosse resolvido em menos de 24 horas. Foi a união e o apoio de vocês que permitiu que esse caso fosse solucionado! Muita, muita, muita gratidão”.

Boletos do Nubank

Um dia depois que a mãe de Fernanda foi assaltada, ela foi checar a conta bancária no Santander e viu que restavam R$ 0,49. Para surpresa da vítima, os bandidos conseguiram transferir R$ 146 mil dessa conta para outra de Silvia, no Nubank, que estava inativa.

De lá, Fernanda relata que parte desse dinheiro — R$ 119 mil — foi transferido para outras 24 contas desconhecidas. O restante, de R$ 27 mil, foi gasto em boletos emitidos no Nubank e pagos pelo Santander.

Publicidade

Em comentário de seu próprio relato nas redes, Fernanda disse suspeitar que tais operações foram realizadas por alguém ou mesmo por um grupo ciente das vulnerabilidades da conta no banco digital.

“Disseram que o limite de transferências do Nubank é de [R$]60 mil, e por isso que o ladrão conseguiu roubar sem eles perceberem (numa conta inativa!!!!!). Ficou claro também que o ladrão já tinha essa informação, pelo valor dos títulos. Ou seja, realmente eram pessoas que sabiam o que estavam fazendo e cientes das vulnerabilidades da Nuconta”.

Fernanda contou em atualização de seu texto nas redes sociais e no Medium nesta segunda-feira (23) que sua mãe conseguiu reaver do Nubank os R$ 119 mil transferidos para contas desconhecidas. Os demais R$ 27 mil, referentes aos boletos pagos no Santander, ainda estão pendentes de ressarcimento.

“Hoje, cerca de 14 horas depois do post (publicado em 21.dez), um diretor do Nubank ligou pra minha mãe pedindo desculpas e informando que havia mobilizado uma equipe para tratar do caso dela, e que seria resolvido o mais breve possível. Algumas horas depois, ligou uma pessoa do Santander Brasil também, ciente do caso, da repercussão, e informou que estava trabalhando para resolver o quanto antes. Agora no final do dia parte do dinheiro foi estornado na NuConta. Faltam ainda os [R$] 27 mil em boletos emitidos para NuContas terceiras, mas como os boletos foram pagos no Santander, eles que devem devolver”.

Publicidade

Ação na Justiça

A história deve ter novos capítulos. Fernanda já avisou que vai entrar com processo por danos morais contra Nubank e Santander, além de encerrar as contas mantidas junto às duas instituições.

“Tenham a certeza de que vamos entrar com uma ação por danos morais contra os dois bancos, Santander e Nubank. E não vamos fazer isso só por nós. Vamos fazer isso pensando nas dezenas de pessoas que disseram nos posts que passaram ou estão passando pela mesma situação. Eu quero que o caso da Silvia vire base para ajudar quem não teve a força ou a voz de chegar onde eu consegui chegar, graças à ajuda de vocês”.

A filha da vítima também deixou um recado às duas instituições. “Ao Santander e ao Nubank: melhorem. Investiguem e peguem os caras que estão aí dentro levando o nome de vocês pra lama. Invistam em segurança!!!”

O que dizem Nubank e Santander

Procurado pela reportagem, o Nubank informou via assessoria de imprensa que o caso foi solucionado e que investiga as causas da falha.

“O Nubank informa que esse caso já foi devidamente endereçado. A cliente foi contactada e a empresa decidiu tomar as devidas providências para poupá-la de impactos financeiros. As investigações seguem em curso”.

Publicidade

O banco digital informa que o app do Nubank dispõe de procedimentos de segurança como biometria e senha, as quais podem ser configuradas diretamente pelo aplicativo. “Todas as transações pelo app dependem de confirmação da senha de 4 dígitos (que é pessoal e intransferível)”.

Até a publicação deste texto, o Santander não respondeu às perguntas do Portal do Bitcoin.


BitcoinTrade: Depósitos aprovados em minutos!

Cadastre-se agora! Eleita a melhor corretora do Brasil. Segurança, Liquidez e Agilidade. Não perca mais tempo, complete seu cadastro em menos de 5 minutos! Acesse: bitcointrade.com.br

VOCÊ PODE GOSTAR
Pizza em uma mão moeda de bitcoin na outra

Bitcoin Pizza Day: Corretoras comemoram data histórica do Bitcoin com promoções; confira

Semana tem pizza grátis, cashback, joguinho e descontos em comemoração à primeira transação comercial com o Bitcoin realizada há 14 anos
Antônio Ais posa para foto ao lado de carro

Criador da Braiscompany, Antônio Neto Ais é solto na Argentina

O benefício de prisão domiciliar valerá até que o processo de extradição para Brasil seja resolvido
miniatura de homem sob pulpito e moeda gigante de bitcoin ao lado

Brasileiros não podem usar criptomoedas para fazer doações nas eleições municipais

A Procuradoria-Geral da República explicou as regras de doações para as eleições municipais de 2024
Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, casal que lidera a Braiscompany (Foto: Reprodução/Instagram)

MPF faz nova denúncia contra donos da Braiscompany e doleiro por lavagem de dinheiro

Antônio Neto e Fabrícia Farias realizaram operações financeiras de grande porte com características de lavagem de dinheiro em pleno colapso da pirâmide