Imagem da matéria: Cliente acusa Binance de liquidação forçada e pede US$ 140 milhões em corte internacional
Foto: Shutterstock

Um investidor europeu entrou com um processo de US$ 140 milhões contra a Binance na corte arbitral International Chamber of Commerce (ICC).

Conforme aponta reportagem do portal The Block, o investidor alega que, em novembro de 2020, o sistema de liquidação automática de ativos da exchange fez com que ele tivesse que vender uma grande quantidade de criptomoedas mesmo que isso fosse contra os seus interesses.

Publicidade

A arbitragem é um sistema extrajudicial de solução de conflito no qual as partes envolvidas em um negócio determinam que, em caso de um problema, uma corte privada irá resolver o tema – e não o Judiciário tradicional.

As decisões são tomadas por um painel de três juízes: cada parte aponta um e o terceiro é indicado pela instituição onde se escolher fazer o processo de arbitragem, que no caso é a ICC.

O processo contra a Binance corre na Suíça, após meses de negociação, já que a empresa não revela onde está sua sede.

Segundo o investidor, a Binance tinha um conflito de interesses ao forçar a venda de ativos.

Pressões regulatórias contra a Binance

A Binance enfrenta uma crescente pressão de reguladores em vários países, como Austrália e Reino Unido. Nos Estados Unidos, a corretora entrou na mira dos reguladores por conta de uma suposta manipulação de mercado.

Publicidade

No início de setembro, uma filial da corretora foi adicionada à ‘Lista de Alerta ao Investidor’ da Autoridade Monetária de Cingapura. Holanda, Tailândia e Ilhas Cayman também citaram a Binance em publicações de alerta para investidores do novo mercado.

Em Cingapura, por exemplo, a empresa já definiu que os usuários locais não poderão mais acessar certas funções em Binance.com, incluindo serviços de depósito fiduciário, negociação à vista de criptomoedas, a compra de criptomoedas por meio de canais fiduciários e swap líquido (“Serviços de pagamentos regulamentados”).

Binance e os ajustes no Brasil

A Binance conseguiu abocanhar um grande pedaço do mercado brasileiro por conta de um extenso portfólio de criptomoedas e liquidez. No entanto, a exchange também enfrentou problemas com Comissão de Valores Mobiliários, por oferta de serviços de intermediação de valores mobiliários sem autorização do regulador.

A empresa vem tentando fazer ajustes para se adequar à lei brasileira. Em meados de agosto, por exemplo, a Binance parou de oferecer derivativos com bitcoin na versão em português brasileira de sua plataforma. Na versão portuguesa e demais línguas, é possível fazer as operações.

VOCÊ PODE GOSTAR
Imagem da matéria: Volume de negociação de 'Notcoin' ultrapassa US$ 1 bilhão no maior airdrop de jogos de 2024

Volume de negociação de ‘Notcoin’ ultrapassa US$ 1 bilhão no maior airdrop de jogos de 2024

Jogo Notcoin, baseado no Telegram, lançou mais de 80 bilhões de tokens para cerca de 35 milhões de jogadores em um airdrop
Imagem da matéria: CEO da Grayscale deixa cargo: "Momento certo para transição"

CEO da Grayscale deixa cargo: “Momento certo para transição”

A Grayscale, uma das maiores gestoras de criptomoedas do mundo, anunciou que Michael Sonnenshein está deixando o cargo de CEO
Imagem da matéria: Caso Sbaraini: advogado tenta acordo, mas vítimas podem demorar 5 anos para recuperar investimentos

Caso Sbaraini: advogado tenta acordo, mas vítimas podem demorar 5 anos para recuperar investimentos

A Sbaraini, que operava criptomoedas, parou de pagar seus clientes após uma operação da Polícia Federal apontar para um esquema de lavagem de dinheiro dentro da empresa
Imagem da matéria: MB e Rappi se unem para celebrar data histórica para Bitcoin com entrega de pizzas a clientes da exchange

MB e Rappi se unem para celebrar data histórica para Bitcoin com entrega de pizzas a clientes da exchange

A plataforma de ativos digitais também promove campanha para recompensar trades realizados até 4 de junho