Imagem da matéria: Bredda usa caso da Magalu para mostrar problemas no sonho do daytrade
Gestor do fundo Alaska, Henrique Bredda (Foto: Reprodução/Divulgação)

Henrique Bredda, gestor do fundo de investimentos da Alaska Asset Management, escreveu nesta quarta-feira (21) um longo post no Twitter no qual comentou sobre a pressa do sonho do day trade e a dissonância entre ações de empresas e seus planos internos. No comentário, ele usa o relatório administrativo de 2015 da Magazine Luiza como exemplo.

O investidor criou uma thread no Twitter mostrar que naquela ano a empresa enfrentava uma queda de 94% em 4,5 anos e valia R$ 200 milhões — era uma empresa vista como quebrada.

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Contudo, Bredda, cujo fundo que comanda tem R$ 8 bilhões, mostra que o sucesso subsequente da Magalu estava escrito nos planos internos, na cultura corporativa, na inovação e transformação. Ele então critica quem olha cegamente para a ação da empresa sem avaliar todo o restante. 

“Enfim, estava tudo lá. Obviamente, como a ação está mais largada do que cachorro sarnento atropelado na rodovia, a maioria das pessoas olha primeiro a ação, e depois concluem se a empresa é boa ou não. Então concluíam que ela era péssima”, escreveu.

Segundo, o quando as ações do passado começam a dar resultados positivos, a narrativa também muda. Quando a Magazine Luiza chegou em bons resultados, as pessoas tendem a atribuir o sucesso “à sorte, a algum evento mágico, ou ao heroísmo de alguma pessoa específica”. De acordo com Bredda “o grande protagonista é sempre o processo, planejamento, tempo, foco e competência do time.”

A crítica de Bredda se estendeu até a cultura do daytrade: “Infelizmente, no zigue-zague dos preços do dia a dia, numa cultura cada vez mais curto prazista, no sonho do daytrade perfeito, as pessoas não percebem essas mudanças estruturais. Estão mais interessadas nos ruídos do que em entender o que realmente acontece dentro de uma companhia”.

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Bredda diz para investidores não alterarem sua narrativa de acordo com resultados de ações caindo no mercado e tampouco para romantizar resultados de sucesso. “No caso da Magalu, já estava tudo lá e 2015: transformação digital, multicanalidade, transformação das lojas, luizalabs, transformar o site em plataforma digital”.

O investidor finaliza seu discurso com uma frase de Oscar Wilde, “hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada”, em alusão ao que o preço pode fazer com o investidor que somente olha para ele. 

“Ignore o exemplo específico da Magalu. Não se prenda ao nome, várias outras empresas já passaram pela mesma dissonância entre planos internos e performance da ação.”

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