Imagem da matéria: Bilionário Elon Musk compra Twitter por US$ 44 bilhões
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Elon Musk é o novo dono do Twitter. O anúncio da compra da rede social pelo homem mais rico do mundo, dono da fabricante de carros Tesla e da empresa de foguetes Space X, entre outros negócios, foi confirmada na tarde desta segunda-feira (25), em comunicado divulgado pelo próprio Twitter.

De acordo com o texto, o bilionário irá controlar a totalidade da rede social, pagando o valor de US$ $54.20 por ação, em uma transação com valor total de US$44 bilhões – um prêmio de 38% sobre o valor do fechamento registrado no dia primeiro de abril.

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O anúncio já era esperado desde a manhã desta segunda, quando uma série de reportagens na imprensa – de fontes como Reuters e Wall Street Journal – indicava que o conselho do Twitter estava disposto a aceitar a oferta do bilionário, após ser pressionado por um grupo de acionistas favoráveis ao negócio.

Logo após o anúncio, as ações memecoin Dogecoin (DOGE), registraram alta de 19%; o bilionário é um dos defensores da criptomoeda-piada, e algumas propostas chegam a aventar a possibilidade de que o Twitter passe a usar o token como cripto oficial da plataforma.

Unanimidade

O negócio foi aprovado pelo conselho do Twitter por unanimidade. O CEO da empresa, Parag Agrawal, disse estar orgulhoso do trabalho feito pelos funcionários e afirmou que o “Twitter tem uma relevância que impacta o mundo todo”.

Por sua vez, Elon Musk afirma no comunicado que “a liberdade de expressão é um pilar da democracia, e o Twitter é a praça pública digital onde se debatem os assuntos mais importantes para o futuro da humanidade”. O empresário também disse planejar tornar a rede social “melhor do que nunca” através de novas funcionalidades, tornando seus algoritmos código aberto, combatendo os bots e dando o certificado de autenticação para todos os usuários humanos.

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“O Twitter tem um tremendo potencial – e eu espero trabalhar junto com a empresas e os usuários para destravá-lo”, afirmou.

Antes de ser efetivado, o negócio ainda precisará da aprovação do comitê de acionistas do Twitter e das entidades antitruste do país. A expectativa é que esse processo seja completado ainda em 2022.

Reviravolta

A aquisição representa uma reviravolta em relação à posição inicial do Twitter. Após o anúncio público de Musk sobre a oferta de compra, a reação inicial da empresa não foi positiva: os executivos da rede social estavam estudando quais os caminhos legais para fugir de uma tomada de controle pelo dono da Tesla.

A empresa chegou a planejar usar uma ferramenta chamada “poison pill” para evitar a tomada de controle, segundo reportagem do The New York Times. Essa ferramenta é uma espécie de arma secreta anti-aquisições hostis. Trata-se de uma cláusula contratual comum no mercado financeiro e usada justamente para evitar uma tomada repentina de controle de uma empresa por uma pessoa ou organização.

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Na prática, se a “poison pill” é acionada, a companhia lança novas ações para compor seu capital, ou então permite que os acionistas atuais comprem novas participações com descontos. Essas ações tornam muito mais cara a tomada de controle por um terceiro.

Batalha

A compra da empresa é mais uma reviravolta de uma batalha cheia de mudanças repentinas.

A saga do duelo entre Musk e conselho do Twitter ganhou fôlego na semana passada, quando o dono da Tesla anunciou a intenção de comprar 100% das ações do Twitter. Em carta endereçada a SEC, a reguladora do mercado acionário americano, o polêmico empresário ofereceu US$ 54,20 por ação, o que resultaria em um valor total de US$ 43 bilhões pela companhia. Antes, ele já possuía uma participação de 9,2% na empresa.

No comunicado da proposta de compra, Musk havia dito que “esta é minha melhor e última oferta. Se ela não for aceita, terei que reconsiderar minha posição como acionista”.

Após adquirir essa participação inicial, no início do mês, Musk deveria passar a ocupar uma das cadeiras do conselho de administração da empresa. De forma surpreendente, no entanto, Parag Agrawal, CEO do Twitter, comunicou logo na sequência que o bilionário havia desistido- e que agora dá a volta por cima, ao controlar totalmente a rede social.

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