Imagem da matéria: Banco Central diz que brasileiros compraram R$ 19,7 bilhões em criptomoedas em 2021
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O Banco Central do Brasil incluiu pela primeira vez dados sobre importação e exportação de criptoativos nas estatísticas do setor externo, divulgadas pelo órgão na quarta-feira (25).

Os números compilados dos sete primeiros meses de 2021 sugerem que os brasileiros importaram de fora o equivalente a US$ 3,7 bilhões de criptoativos no ano, cerca de R$ 19,7 bilhões.

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Já a exportação de ativos digitais por brasileiros foi pouco significativa e não passou de US$ 4 milhões em 2021, cerca de R$ 21 milhões.

No mesmo dia em que os dados foram lançados, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que está acontecendo “um aumento grande de demanda por criptomoedas”, ao participar de uma reunião do núcleo de estudos do Sistema Financeiro Nacional (Neasf) da FGV, segundo o Valor Investe.

Na ocasião, Campos Neto chegou a dizer que atualmente há cerca de US$ 40 bilhões (R$ 209 bilhões) em criptomoedas nas mãos de cidadãos brasileiros.

Os dados de importações do BC confirmam que maio foi o mês de maior compra no Brasil, com R$ 3,9 bilhões em criptomoedas entrando no país. Naquele mês, o mercado brasileiro quebrou recorde ao negociar R$ 826 milhões em bitcoin em um único dia.

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Apenas as negociações de bitcoin nas maiores exchanges do país bateram recorde de R$ 6,4 bilhões, de acordo com o Índice de Preço do Bitcoin (IPB). Já em junho e julho a negociação da moeda líder do mercado caiu para R$ 3,1 bi e US$ 2,7 bi, respectivamente.

As estatísticas do BC confirmam a queda após maio, com as compras caindo para R$ 3,6 bilhões em junho e R$ 3 bilhões em julho.

criptomoedas Banco Central
Balanço comercial de bens em 2021. (Fonte: Banco Central)

A visão do BC sobre criptoativos

A partir de agosto deste ano, a transferência de propriedade de criptoativos entre residentes e não residentes passa a ser divulgada pelo BC na conta de bens do balanço de pagamentos.

Seguindo uma recomendação metodológica do FMI, o Banco Central compreende criptomoedas como bens (ativo não financeiro e produzido), de tal forma que precisam ser registrados nas estatísticas do setor externo. Por não haver registros aduaneiros para criptomoedas como o bitcoin, elas não são incluídas nas estatísticas de mercadorias. 

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As transações com criptoativos são estimadas com base em contratos de câmbio —  instrumento legal que registra a negociação entre comprador e vendedor de moeda estrangeira, seguindo as exigências do Banco Central. 

A reportagem entrou em contato com o Banco Central para mais detalhes sobre como os dados de criptativos são recolhidos, mas até o fechamento da matéria, não obteve resposta.

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