Imagem da matéria: Associação que reúne empresas como Hinode, Avon e Natura lança campanha contra pirâmides financeiras
Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), que reúne empresas como Hinode, Herbalife, Jequiti, Avon, Natura, Polishop e outras, inicia nesta quarta-feira (22) uma campanha educativa para esclarecer as diferenças entre marketing multinível (MNM) e pirâmides financeiras.

Um dos motivos é que o setor vem sendo afetado pela onda de golpes de 2019 — muitos sob o disfarce do modelo multinível.

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Com duração estimada de quatro meses, a campanha vai atuar especialmente por meio das mídias sociais. Entre as peças de comunicação estão posts explicativos, textos, vídeos e um e-book que deve ser lançado em breve.

“Muitas vezes essas empresas se passam por MMN e as pessoas se confundem o que é uma coisa e outra. E quando percebem que são enganadas, acabam tendo uma imagem negativa do MMN”, afirma Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD.

Estimativas da associação indicam que 4 milhões de pessoas atuam hoje profissionalmente com marketing multinível. Uma classe que acaba sofrendo preconceitos devido à confusão gerada pelos esquemas piramideiros.

Esclarecimento contra pirâmides

A falta de educação financeira do brasileiro, aliada à promessa de dinheiro rápido, geram um ambiente quase perfeito para proliferação de pragas financeiras como as pirâmides.

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Uma pesquisa divulgada em dezembro passado pelo SPC Brasil e CBDL (Confederação Brasileira de Dirigentes Lojistas) dá uma boa dimensão do problema. Nada menos que 11% dos brasileiros já foi vítima de algum esquema financeiro fraudulento, sendo que 55% deles são pirâmides financeiras.

“Quem acompanhar a campanha poderá ter acesso à informação de várias maneiras. Precisamos proteger os cidadãos contra esses golpes financeiros”, reforça Adriana.

Boa parte das pirâmides atuais usa as criptomoedas como chamariz para atrair investidores. Há também esquemas que utilizam outros elementos como isca, de ações na Bolsa a cosméticos e pedras preciosas.

Reputação manchada por pirâmides

“O marketing multinível mudou minha vida”, disse Deivanir Santos, CEO da Midas Trend, em vídeo feito por líderes da empresa em agosto de 2019. “Decidimos sair do marketing multinível”, afirmou Leonardo Araújo, presidente da DD Corporation, ao comunicar seu fechamento em dezembro passado.

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Ambos representam esquemas de pirâmide financeira que ruíram na segunda metade de 2019 – e também exemplificam a apropriação indevida do marketing multinível por essas práticas.

“As pirâmides acabam manchando a imagem das empresas de marketing multinível sérias”, enfatiza Adriana, sobre um dos objetivos da campanha, que é lutar contra essa confusão gerada pelas pirâmides.

A campanha lançada nesta quarta-feira não é a primeira ação da ABEVD contra as pirâmides financeiras. Em outubro de 2019, durante a Semana do Investidor, a entidade fez um vídeo de esclarecimento em parceria com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o que é marketing multinível.

Alertas da CVM

Devido aos inúmeros casos de pirâmides financeiras, desde novembro de 2019 a CVM conta com uma página especial que lista pessoas e empresas impedidas temporariamente de atuar no mercado brasileiro de capitais.

Essa espécie de ‘Lista Suja da CVM’ conta com Atlas QuantumGrupo Bitcoin Banco, Zero10, entre tantas outras empresas que se tornaram alvos das autoridades.

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No final de 2019, o Portal do Bitcoin listou os principais casos de pirâmides financeiras que ruíram ao longo do ano, lesando milhares de brasileiros e deixando um prejuízo ainda incalculado.


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