Imagem da matéria: Apostas em marketing esportivo para destronar Binance podem estar funcionando
Foto: (Divulgação/Twitter)

Está ficando mais difícil encontrar uma liga ou um time de esportes profissionais que não tenha pelo menos algumas patrocinadoras cripto.

Nessa terça-feira (16), a Crypto.com anunciou que havia adquirido os direitos de nomeação da arena de Los Angeles, anteriormente conhecida como Staples Center, em um contrato de 20 anos equivalente a US$ 700 milhões.

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Isso fez com que a Crypto.com Coin (CRO) disparasse 14% nessa quarta-feira (17).

A corretora de Cingapura também possui um acordo que acrescenta o seu logo aos uniformes do time Philadelphia 76ers durante os próximos seis anos.

A empresa também firmou um acordo de US$ 100 milhões com a Fórmula 1, garantindo, por cinco anos, a presença de marca da empresa em eventos da F1 e uma parceria de tokens não fungíveis (ou NFTs, na sigla em inglês).

Também irá pagar US$ 175 milhões nos próximos cinco anos ao Ultimate Fighting Championship (UFC) em um acordo de patrocínio.

A Crypto.com não é a única. FTX e Coinbase estão ocupadas com seus próprios acordos de marketing. Uma análise feita pelo Decrypt dos dados de corretora no site CoinGecko mostra que a febre do patrocínio cripto pode estar valendo a pena.

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Volume em corretoras mudam em meio à série de gastos com marketing (Imagem: Stacy Elliott/Decrypt)

O CoinGecko classifica corretoras por meio de um “score de confiança” que é parcialmente baseado no volume da corretora, mas também inclui liquidez, cibersegurança e escala.

Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo em termos de volume negociado, começou a perder espaço como a corretora há tempos dominante, de acordo com os dados.

Em certo momento nos últimos 30 dias, totalizava 58% do volume entre as cinco maiores corretoras (Binance, Coinbase, Huobi, Crypto.com e FTX). No entanto, atualmente, a Binance caiu para 45% enquanto Coinbase, Crypto.com e FTX ganharam volume.

Isso não comprova que o aumento nos volumes das corretoras foi causado por todos os acordos de esporte. Ainda assim, os ganhos provavelmente não passaram despercebidos pelas pessoas que estão assinando os cheques para todos esses acordos.

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Na última sexta-feira (12), Sam Bankman-Fried, CEO da FTX, tuitou uma captura de tela dos volumes da corretora, mostrando que sua empresa havia confortavelmente garantido a segunda posição, perdendo para a Binance.

Impulsionar o reconhecimento de nome e atraindo usuários têm sido um ponto de debate popular para Bankman-Fried.

“Quando alguém busca se envolver com cripto pela primeira vez, descobrimos que nunca ouviram falar da FTX”, disse ele em participação ao evento Crypto Goes Mainstream, realizado pelo Decrypt e Yahoo Finance.

E isso é o grande motivo pelo qual a empresa gastou tanto em marketing esportivo, explicou.

Dados recentes de uma pesquisa apoiam a estratégia de ter fãs de esportes como alvo.

Embora 39% de todos os adultos afirmem que têm certa familiaridade com criptomoedas, esse número dispara para 47% dentre o segmento que se identifica como fãs de esportes, segundo uma pesquisa recente realizada pelo Morning Consult.

27% desses fãs afirmam ter criptomoedas. A familiaridade com cripto parece aumentar com o engajamento de um fã de esporte: dois a cada três fãs de esporte autoproclamados como “ávidos” e 72% dos apostadores esportivos afirmam ter familiaridade com criptomoedas.

*Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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