Imagem da matéria: África ganha corretora de criptomoedas "customizada" para clientes locais
(Foto: Shutterstock)

Mara, uma corretora de criptomoedas pan-africana, foi lançada nesta quarta-feira (11), juntamente com um aporte de US$ 23 milhões feito por empresas como Coinbase Ventures, Alameda Research ( FTX ) e Distributed Global.

A exchange também anunciou que fechou um acordo para se tornar o parceiro oficial de criptomoedas da República Centro-Africana, que no mês passado se tornou o segundo país do mundo a adotar o Bitcoin como moeda legal. Como parte da parceria, a empresa disse que atuará como consultora do presidente Faustin Archange Touadéra em estratégia de no setor cripto.

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A empresa terá como alvo consumidores, comerciantes experientes e desenvolvedores com um conjunto de produtos que, segundo ela, são construídos especificamente para um público africano. Executivos da exchange dizem que a plataforma se tornará o portal da África para a criptoeconomia, em um momento em que a instabilidade econômica na região aumentou a demanda por uma alternativa descentralizada.

“A missão da MARA é facilitar uma distribuição mais equitativa do capital, fornecendo uma alternativa descentralizada que abrange tribos, classes sociais, culturas e países”, disse em comunicado o cofundador e CEO da empresa Chi Nnadi. E acrescentou:

“Nosso objetivo é fechar a lacuna de oportunidades para os indivíduos subsaarianos e estabelecer uma infraestrutura financeira sobre a qual eles possam construir suas vidas”.

O aplicativo de corretagem Mara Wallet será lançado inicialmente no Quênia e na Nigéria, oferecendo aos usuários a capacidade de comprar, vender, enviar e retirar criptomoedas. Não está claro como a plataforma vai operar na Nigéria, já que o país proíbe transações de criptomoedas no setor bancário. A Decrypt entrou em contato com a empresa para esclarecimentos. 

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Para traders mais experientes, a Mara também lançará uma exchange profissional com uma variedade de opções de negociação e ferramentas de análise técnica e no final do ano, o também está nos planos o lançamento da ‘Mara Chain’, que dará aos desenvolvedores um local para criar aplicativos descentralizados (Dapps).

Criptomoedas na África

O setor cripto enfrentou vários obstáculos regulatórios na África, apesar do número crescente de investidores. Em 2021, o Banco Central da Nigéria (CBN) proibiu as instituições financeiras de lidar com transações relacionadas a criptomoedas. Apesar disso, os nigerianos continuaram a usar o tipo de ativo, com muitos migrando para plataformas peer-to-peer (P2P).

Acerca disso, a Mara disse que os desafios regulatórios e a dificuldade de chegar ao consumidor africano de forma genuína impediram que as bolsas globais existentes operassem na região, deixando uma lacuna que ela planeja preencher.

Ao lado de Nnadi, a equipe executiva da Mara conta com os cofundadores Lucas Llinás Múnera, Dearg OBartuin e Kate Kallot. Outros apoiadores do projeto incluem a TQ Ventures, Nexo, e investidores-anjos como Amit Bhatia e DAO Jones – uma DAO focada em investimentos apoiada pelos músicos Mike Shinoda, Steve Aoki e pela dupla Disclosure.

*Traduzido pelo Portal do Bitcoin com autorização do Decrypt.co.

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