Imagem da matéria: "Usei cinco parcelas do auxílio emergencial para comprar bitcoin e lucrei quase R$ 3 mil"
O estudante Raimundo Rodrigues acredita que o bitcoin é anti-inflação (Foto: Arquivo Pessoal)

Há meses desempregado, estudante de técnico em enfermagem Raimundo Nonato Rodrigues Filho estava habilitado para receber as parcelas do auxílio emergencial. Com a primeira, ele comprou bitcoin, vendeu um dia depois e lucrou R$ 40. Com as cinco outras, ele aumentou a aposta: comprou mais, não vendeu — e dobrou o capital.

O morador de São Luís, capital do Maranhão, já havia relatado a primeira parte da história ao Portal do Bitcoin no início de maio e agora contou o que ocorreu com o restante do dinheiro recebido via Caixa Econômica Federal

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“Usei as parcelas de R$ 600 de maio, junho, julho, agosto e setembro. As de R$ 300, eu usei comigo mesmo”, disse.

A aposta era alta justamente por suas dificuldades econômicas, que ele chamou sua atual situação como “estado absolutamente muito pobre”. Mesmo assim ele assumiu o risco por acreditar que o bitcoin é uma moeda anti-inflação. “E convenhamos, a inflação chegou”, disse.

O resultado se pagou. Ele realizou as compras sempre por volta do dia 25; nesse período a criptomoeda variou entre R$ 49.800 e R$ 66.300, conforme o índice de preço do bitcoin no Brasil. Porém, entre outubro e novembro o ativo digital disparou e chegou a quebrar a barreira dos R$ 100 mil.

Dobrou o auxílio emergencial

Raimundo disse que não teve medo. “Achei que era mais vantajoso ‘holdar’, por causa das grandes empresas entrando foi o estalo pra confiar no bitcoin, afirmou.

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Ele usou um pouco do bitcoin para pagar algumas contas. Do total de R$ 3 mil do auxílio emergencial recebido pela Caixa Econômica, ele calcula ter feito aproximadamente R$ 6 mil. “Paguei tudo com esse dinheiro. Até o gás”, lembrou.

O morador do Maranhão realizou as operações de compra do bitcoin pelo aplicativo da empresa Alterbank. Ele compartilhou com a reportagem os extratos dos meses nos quais fez as aquisições. Lá é possível ver as aplicações de R$ 600 em alguns meses. Em outros, porém, o valor chegou a quase R$ 1.188.

Extrato de maio do aplicativo do Alterbank (Imagem: Raimundo Rodrigues)

Em outros meses, é possível ver compras um pouco maiores. Ele diz que perdeu pouco com algumas taxas. “A maior foi de R$ 60 que paguei para emprestar pro Blockfi”.

Questionado, ele disse que havia vendido o seu Xbox e mais algumas coisas pessoais para comprar mais bitcoin.

“Agora posso comprar um novo, mas não vou fazer isso. Mas a valorização do bitcoin ajudaria”, disse.

Raimundo, Caixa Tem e bitcoin

Muito antes do auxílio emergencial, o estudante de técnico de enfermagem do Maranhão já conhecia o ativo digital. “Conheci quando valia R$ 1000, mas eu não tinha dinheiro para comprar”, contou à reportagem em maio.

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Na mesma época, ele mandou o comprovante do recebimento do auxílio pelo aplicativo da Caixa Econômica, o Caixa Tem.

Ele não contou que iria dar o “all in” a amigos e familiares e demonstra uma forte fé no ativo virtual:

“Prefiro bitcoin pela escassez. Uso dinheiro físico só pra pagar contas. Bitcoin será uma reserva de valor muito melhor que o dólar em alguns meses”.

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