Imagem da matéria: Turquia estoura rede de cassinos ilegais e confisca R$ 200 milhões em criptomoedas
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Autoridades turcas apreenderam US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões) em criptomoedas na quinta-feira (20) como parte de uma investigação sobre uma rede ilegal de jogos de azar, cassinos e apostas online.

O setor de apostas e jogos de azar é extremamente regulado na Turquia. Os cassinos foram proibidos em 1998 no país e as apostas online, com exceção de um serviço estatal, foram proibidas desde 2006.

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De acordo com relatórios do The Daily Sabah, as autoridades também emitiram ordens de prisão para 46 suspeitos acusados de participarem na facilitação de operações ilegais de apostas em oito províncias do país.

O Gabinete do Procurador-Geral da Turquia e o Departamento de Investigação de Contrabando e Crime Organizado alegaram que os suspeitos mediaram os fundos produzidos pela operação de jogos ilegais, que foram então transferidos para os endereços de carteiras de criptomoedas do grupo. 

Entretanto, ninguém informou exatamente quais ativos foram apreendidas. 

O Ministro do Interior turco, Süleyman Soylu, disse que “esta operação saiu do Chipre Turco e está ligada ao assassinato de Halil Falyali.”

Halil Falyali, um empresário Turco-Cipriota, foi morto a tiros enquanto dirigia perto de sua casa em Çatalköyno Distrito de Cirénia, na República turca do Norte de Chipre, em fevereiro de 2022.

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O incidente levou a dois homens, M. Faysal Söylemez e Mustafa Söylemez, que foram condenados à prisão perpétua.

Falyali, no entanto, também era investigado por esquemas de lavagem de dinheiro e era procurado nos Estados Unidos desde 2016, por acusações de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. 

Os US$ 40 milhões confiscados podem ser apenas a ponta do iceberg, pelo menos de acordo com as autoridades turcas. 

‘Apenas o começo’ das investigações

As autoridades alegam que uma transferência de cerca de 2,5 mil milhões de Liras Turcas, cerca de US$ 134,3 milhões, em dinheiro também ocorreu em relação ao incidente.

As autoridades turcas parecem ter toda a intenção de continuar a investigação, com Soylu dizendo ao The Daily Sabah que “este é apenas o começo.”

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Ele disse aos jornalistas em uma reunião separada que: “fornecemos esses arquivos a essas nações em um esforço para criar uma condição que impeça que apostas ilegais aconteçam em qualquer lugar do mundo, incluindo a Europa, o centro de tais atividades.”

Ele acrescentou que “as alegações de que a Turquia que ganha dinheiro com o crime e o jogo ilegal estão erradas” e que “a Turquia está colaborando com todas as suas instituições para bloquear as transações e ganhos de criptomoedas do crime organizado.”

*Traduzido por Gustavo Martins com autorização do Decrypt.

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