Imagem da matéria: Terreno no jogo Axie Infinity é vendido por recorde de 500 ethers
Axie Infinity (Foto: Divulgação)

Um terreno virtual “extremamente raro” no jogo cripto Axie Infinity foi vendido por 500 ETH ou mais de US$ 2,48 milhões a preços atuais.

O lote “Genesis” é um dos mais raros do jogo e existem apenas 220.

Publicidade
O lote do terreno “Genesis” (Imagem: Axie Marketplace)

Axie Infinity é um jogo “play-to-earn” em que jogadores colecionam e criam pequenas criaturas parecidas com Pokémon, chamadas de Axies, colocando-os em batalhas entre si para obter a criptomoeda Smooth Love Potion (SLP).

Itens internos do jogo, incluindo os terrenos e os próprios Axies, são representados por tokens não fungíveis (ou NFTs): ativos criptograficamente exclusivos que podem ser utilizados para garantir a governança de conteúdos digitais.

O jogo se popularizou no último ano, tornando-se a coleção de NFTs mais negociada no terceiro trimestre de 2021, com mais de US$ 2,5 bilhões em volume negociado.

Sua popularidade é, em parte, por conta do mecanismo “play-to-earn” do jogo, fazendo com que jogadores em países como as Filipinas ganhem seu sustento ao participarem do jogo.

Em participação a uma conferência recente, Aleksander Leonard Larsen, cofundador do Axie Infinity, notou que, agora, jogo possui cerca de dois milhões de usuários ativos diários, em que cerca de metade nunca haviam usado nenhum tipo de aplicação cripto antes.

Publicidade

O metaverso de US$ 1 trilhão

Jogos NFT como Axie Infinity são bastante considerados como os pioneiros do metaverso (um ambiente contínuo digital onde usuários se movem entre mundos virtuais, interagindo entre si por meio de avatares personalizáveis).

NFTs são considerados como um alicerce fundamental no metaverso, pois permitem que usuários obtenham governança de itens virtuais como lotes de terra, avatares e artefatos e, no futuro, poderão mover esses itens entre diferentes mundos virtuais.

Em um relatório publicado nessa quarta-feira (24), analistas da Grayscale destacaram as oportunidades apresentadas pelo metaverso ou, segundo o relatório, pelas “Economias Virtuais em Nuvem da Web 3.0”.

“A internet móvel da Web 2.0 mudou como, onde, quando e por que usamos a internet”, afirmaram os analistas.

“Por sua vez, [a Web 2.0] mudou os produtos, serviços e empresas que usamos, que mudaram seus modelos de negócio, cultura e políticas – o Metaverso da Web 3.0 tem o potencial de fazer o mesmo.”

Publicidade

Além disso, a Grayscale precificou essa distinção em US$ 1 trilhão, citando a recente investida do Facebook no metaverso “como uma catálise”.

“A oportunidade de mercado para levar o metaverso à vida pode valer mais de US$ 1 trilhão em receita anual e pode competir com empresas da Web 2.0 equivalentes a US$ 15 trilhões de valor de mercado atualmente”, complementam.

Sem dúvidas, o apetite por todas as coisas no metaverso parece estar aumentando, conforme várias criptomoedas focada nesses mundos virtuais atingiram altas recordes nos últimos dias.

Conforme a Gryascale afirma que o metaverso ainda está “nas suas primeiras etapas”, a indústria provavelmente verá mais vendas multimilionárias de imóveis virtuais e preciosos.

*Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento com autorização de Decrypt.co.

VOCÊ PODE GOSTAR
Donald Trump é fotografado em comício nos EUA

Trump agora aceita doações em Bitcoin e cumpre promessa com relação às criptomoedas

Bitcoin, Ethereum, Dogecoin, Solana, Shuba Inu e XRP estão entre criptomoedas aceitas pela candidato Donald Trump 
martelo de juiz com logo da binance no fundo

Governo dos EUA contrata empresa para monitorar a Binance

A Forensic Risk Alliance venceu a disputa contra a Sullivan & Cromwell, que atuou no caso FTX
Bitcoin em gráfico de alta com seta azul apontado para o alto

Traders esperam que Bitcoin supere a máxima de US$ 74 mil em breve

“Esperamos um impulso de alta aqui que pode nos levar de volta às máximas de US$ 74 mil”, disse a QCP Capital sobre o momento do Bitcoin
Pessoa olha para scanner da Worldcoin

Hong Kong bane Worldcoin por coleta de dados “desnecessária e excessiva”

A Worldcoin chegou a escanear o rosto e a íris de 8.302 indivíduos durante sua operação em Hong Kong, segundo autoridades