“Se eu fosse regulador, estaria me armando para lidar com o bitcoin”, diz ex-CEO do Goldman Sachs

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Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs (Foto: Stuart Isett/Fortune Most Powerful Women Summit)

O banqueiro Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs, criticou o Bitcoin (BTC) em uma entrevista à CNBC exibida pelo canal na segunda-feira (25). De acordo com ele, a criptomoeda será minada pela regulamentação dos governos.

Blankfein acredita que o Bitcoin não tem utilidade como um meio de pagamentos convencional. Para ele, o fato do preço do bitcoin poder se oscilar 10% num único dia pesa contra o seu uso no dia a dia.

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Outro ponto criticado pelo banqueiro foi a impossibilidade de recuperar os fundos de criptomoedas na hipótese da perda da senha ou da chave privada.

“Se eu fosse um regulador, eu estaria ‘hiperventilando’ com o sucesso atual do Bitcoin e estaria me armando para lidar com isso”; essa é a maneira como Blankfein descreve a situação do BTC.

O banqueiro foi além, ao criticar a suposta falta de transparência da moeda: “Você não sabe se está pagando os norte-coreanos, a Al-Qaeda ou a Guarda Revolucionária do Irã”. Tudo isso motiva, na visão dele, uma regulamentação estrita por parte dos governos.

Por outro lado, o entrevistado afirmou que o Bitcoin pode funcionar, caso vença todos os obstáculos citados por ele.

Regulação e Bitcoin

A declaração de Blankfein vai no mesmo sentido da opinião de Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Recentemente, Rogoff alegou que os governos vão barrar as criptomoedas. Também houve uma manifestação semelhante de Ray Dalio, que é gestor do fundo de investimentos Bridgewater.

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O Goldman Sachs, por sua vez, possui uma visão ambivalente sobre os criptoativos. Na metade de 2020, o banco revelou planos para criar a sua própria criptomoeda. Contudo, a instituição se manifestou contra o investimento em Bitcoin alguns meses antes disso.