Retrato de um leão lindo e majestoso olhando para a câmera
Foto: Shutterstock


A Receita Federal identificou que 25.126 pessoas físicas teriam, ao final de 2022, pelo menos 0,05 Bitcoin, o equivalente a cerca de R$ 10 mil em valores atuais. No total, essas pessoas físicas teriam investimentos de aproximadamente R$ 1,06 bilhão não declarados às autoridades fiscais.

Conforme comunicado para a imprensa divulgado nesta quinta-feira (1º), a Receita conta que chegou aos números utilizando técnicas tradicionais e de inteligência artificial de apuração de dados financeiros.

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No grupo de pessoas identificadas nesse levantamento, existem moradores de todos os estados do Brasil. São Paulo lidera com 8.365 cidadãos, com um valor não declarado de R$ 374 mil. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 2.912 pessoas que não declararam R$ 113 mil.

Já em último vem o Amapá, com 37 pessoas e um valor de R$ 1,8 mil não declarado. Além disso, o levantamento aponta que 181 pessoas moram no exterior e, nesse caso, a depender das condições específicas, podem estar dispensadas de entrega de declaração no Brasil.

O mapa de calor abaixo mostra a concentração em cada estado de pessoas que são parte do grupo de 25 mil cidadãos com Bitcoin não declarado.

R$ 20 bilhões declarados em Bitcoin

A Receita também divulgou dados sobre o ano de 2023: ao processar as declarações de imposto de renda entregues pelas pessoas físicas no passado, identificou registros de 237.369 investidores em bitcoins, com um montante acumulado de R$ 20,5 bilhões.

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Em termos de perfil, os dados apontam que mais da metade (50,9%) dos declarantes fizeram investimento de até R$ 1 mil. O valor de até R$ 10 mil foi informado por 80,6% das pessoas físicas. Há, também, investidores que indicam ter mais de R$ 1 milhão em bitcoins.

Receita Federal muda forma de declarar Bitcoin

Em dezembro do ano passado, a Receita Federal do Brasil anunciou um pequeno ajuste na sua plataforma de declaração de operações com criptomoedas, que segue a determinação da Instrução Normativa nº 1888/19.

O que mudou na prática são os campos numéricos que possuem casas decimais e que são preenchidos pelo investidor ou empresa no momento das declarações mensais.

A entidade explica que essa mudança foi necessária por conta do surgimento de criptoativos que “possuem valor individual muito baixo, cujas transações envolvem, em muitos casos, trilhões de unidades”. Aumentar o número de casas decimais, portanto, trouxe mais precisão ao reporte dos contribuintes.

Leia também: Entenda a IN 1888 e as mudanças na declaração de criptomoedas

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