Imagem da matéria: Procurador-geral nomeado por Trump se envolveu em fraude com criptomoeda
(Foto: Shutterstock)

A nomeação de Matthew G. Whitaker a Procurador-Geral dos Estados Unidos realizada pelo presidente Donald Trump na semana passada tem dado muita discussão acerca de transgressões do político e advogado, segundo publicação do Mother Jones na última quarta-feira (14).

O motivo é que, em 2014, ele emprestou seu nome a um projeto de criptomoeda bizarro e duvidoso. E a pergunta que não se cala é como uma pessoa que trabalhava com uma empresa acusada de fraudar consumidores seria uma das principais autoridades dos Estados Unidos?

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À época, a empresa de Miami Beach, World Patent Marketing havia anunciado o lançamento de um banheiro masculino que tinha mictórios projetados especialmente para homens ‘bem dotados’ a fim de evitar o contato do seu órgão genital com a porcelana ou com a água.

Junto com o projeto, a empresa, na ocasião, também havia comunicado que Whitaker fazia parte do seu Conselho. Ela cobrava grandes taxas para supostamente ajudar os inventores a promover seus produtos, diz o site.

“Matthew G. Whitaker, ex-procurador dos EUA e candidato republicano ao Senado dos Estados Unidos é parte do conselho consultivo da empresa”, disse a World Patent Marketing na época.

No entanto, o banheiro especial não era a única oferta da empresa. Ela vendia uma série de invenções excêntricas, incluindo uma “commodity baseada em tempo de viagem atrelado diretamente ao preço do Bitcoin”, diz a reportagem.

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O serviço se chamava ‘Time Travel X’ que por trás teria um token para investimentos e criação de uma comunidade, mas a criptomoeda nunca foi criada.

O assunto veio à tona quando repórteres começaram a divulgar os feitos passados de Whitaker, não só do ‘banheiro’, mas vários declarações em rádio e TV que ele mesmo se questionava sobre sua capacidade.

As autoridades federais, então, disseram que a World Patent Marketing era uma farsa, tanto que um juiz federal fechou a empresa no ano passado e a multou em US$ 26 milhões.

Isso aconteceu depois que a Comissão Federal de Comércio, agência americana que promove a proteção de consumidores, descobriu que o negócio envolvia milhares dólares referentes a tarifas cobradas de clientes com base em falsas promessas de lucro, diz a reportagem.

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Whitaker negou que fez parte das fraudes da empresa, mas os registros públicos, como respostas agressivas a clientes insatisfeitos, mostram que ele tinha um envolvimento considerável com a World Patent Marketing.

E mais. Em um comunicado de imprensa divulgado pelo PRWeb em 2014, Whitaker defendeu a empresa com a seguinte frase.

“Como um ex-procurador dos EUA, eu apenas me alinharia com uma organização de primeira classe”.

A Whitaker, a empresa pagou pelo menos US$ 9 mil. Ele defendeu a organização contra os críticos, solicitou novos negócios, apareceu em pelo menos um vídeo promocional e supostamente atuou como advogado externo da firma.

De acordo com o Mother Jones, o caso está sob investigação do FBI e um processo de dezembro de 2016, onde a empresa acusada de fraude foi alvo de uma ação coletiva, segue suspenso enquanto a ação da Comissão Federal de Comércio avança.

Já na Câmara, quatro democratas anunciaram uma investigação sobre o envolvimento de Whitaker com o World Patent Marketing e solicitaram o documentos relacionados ao seu trabalho com a empresa, observando que se trata de uma questão de “ser apto a servir ao cargo de confiança”.

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Whitaker foi nomeado no dia 07 de novembro quando Jeff Sessions renunciou ao cargo a pedido do presidente dos EUA.


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